"Quanto aos solteiros, não tenho mandamento do Senhor. Dou, porém, o meu parecer, como alguém que, pela misericórdia do Senhor, tem sido fiel." 1 Co 7:25 (Versão Almeida Século 21)
Inicio de uma nova série de reflexões temáticas voltada para jovens e os seus dramas:
O que a Bíblia fala para o solteiro?
No capítulo 7 da 1a epístola do Apóstolo Paulo aos crentes em Corinto é enfatizada a vantagem em ser solteito para se dedicar a obra de Deus. Não que o Apóstolo seja contra o casamento , ele não o é, pelo contrário, ele escreve o capítulo 7 fornecendo várias orientações para o relacionamento conjugal. O ponto é que o solteiro pode e deve devotar sua vida ao serviço de Deus. Ele não tem maiores preocupações que um casado por não ter essa responsabilidade.
E o preconceito cultural?
Esse ponto vai ao contrário do preconceito cultural dentro de nossas igrejas evangélicas em relação ao cristão solteiro. Sou pastor há quase quatro anos e ainda não casei e vivo na pele e no ministério o quanto esse preconceito cultural é vivente no ambiente de igreja (quanto a temática do pastor solteiro e minhas experiências fica para uma outra postagem em tempo oportuno). Vejo também que a igreja de um modo geral não sabe trabalhar com os indivíduos solteiros principalmente acima de 30 anos. Vejo também as vezes um certo desespero da parte de moços e moças querendo o casamento a qualquer custo. Vejo que o casamento é benção de Deus e vejo o quanto essa benção é positiva na vida de alguns mas o casamento não é o principal. Jesus o é! Ele morreu com 33 anos, nunca casou e nunca teve uma experiência sexual!
Precisa-se trabalhar em igrejas a importância e a efetividade do crente solteiro devotando sua vida para glória de Deus no serviço ao Reino. Sobre as questões de tentação penso que quem tem problemas nessa área e não for tratado pecará solteiro ou casado. O problema é o coração.
Prezado (a) leitor (a):
1 - Valorize o solteiro em sua comunidade: Não imponha que só é mais maduro quem casa. Vejo a efetividade do casamento no amadurecimento do crente mas o solteiro tem o seu lugar e pode servir com grande potencial com seus dons.
2 - Seja um(a) solteiro(a) para a glória de Deus: Não desperdice a sua condição de solteiro. Não se limite pelo preconceito cultural. Devote a sua vida em missão e serviço para o Reino de Deus.
3 - Pistas práticas para um(a) solteiro(a) servir o Reino de Deus:
3.1 - Dedique um bom tempo a sua igreja em estudos, visitação, aconselhamento, discipulado e o cuidado com pessoas. como você não é casado, não precisa cuidar do lar, então poderá investir tempo e energia na edificação da comunidade que você faz parte prezado(a) leitor(a).
3.2: Invista tempo no estudo da Palavra, nas leituras da Bíblia de forma sistemática, na leitura de bons livros teológicos e devocionais. Um casado não terá tanto tempo para ler como você leitor(a). Faça bons cursos teológicos ainda que de curta duração se você não tem chamado específico para servir a igreja tempo integral. Todo crente deve crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.
3.3: Tenha uma vida intensa de oração. como você não é casado(a) poderá desfrutar de maior tempo em intercessão e em oração buscando mais a face de Deus e crescendo em sua presença.
3.4: Escreva cartas abençoadoras para as pessoas fazendo uso da internet para glória de Deus.
3.5: Ajude algum trabalho em comunidade carente com seus talentos para abençoar menos favorecidos socialmente. Ajude alguma ONG. Vá para projetos missionários nas férias. Faça o bem ao próximo.
Concluindo:
Seja um solteiro para a glória de Deus. Se ele quiser que você case, amém. Se não, compreendemos que haja tristeza mas canalize isso em Deus e use isso para louvor e glória Dele. Não deixe o preconceito cultural minar isso em você. Deus o abençoe e seja alegre Nele, casado ou solteiro, prezado(a) leitor(a).
Veja esse excelente vídeo que circulou na internet alguns meses atrás e medite sobre ser solteiro para glória de Deus.
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5 Comentários até agora.

  1. Pr. Juan,
    Muito boa reflexão; objetiva e prática.
    Como a minha conversão se deu quando já estava casado, não tenho muito a dizer em relação aos sofrimentos do solteiro que deseja se manter fiel e santo a Cristo. Como casado, sei que também somos "bombardeados" por toda a sorte de tentações sexuais, porém, se tanto o solteiro como o casado desejam honrar a Cristo com os seus corpos e mentes (partindo-se da premissa de que o desejo pela santidade é colocado em nossos corações pelo Espírito Santo), Deus o capacitará a resistir ao pecado.
    Infelizmente, como em quase tudo, a igreja tem banalizado e se tornado permissiva quanto ao pecado, especialmente, quanto ao sexo desonroso. Crentes adúlteros e fornicadores não são disciplinados (a disciplina passa por vários estágios; a exclusão do corpo é o último deles) e permanecem dentro das igrejas aliciando, e dando um péssimo testemunho. Por que? Por que simplesmente a igreja abandonou os princípios bíblicos, os quais foram dados por Deus para que o Corpo não adoeça e se torne morimbundo. A substituição por métodos humanos, como a psicologia e terapias alternativas levaram o homem a acomodação no pecado, ao não-arrependimento, a não se sujeitar a Deus. Logo, temos cada vez mais doentes espirituais nas igrejas, os quais são mantidos enfermos por que há uma recusa deliberada na aplicação dos métodos bíblicos de cura (que passam necessariamente pelo arrependimento e perdão; pela operação da Palavra e do Espírito no enfermo).
    Voltando ao assunto dos solteiros, duas perguntas:
    1) Bíblicamente, há respaldo para o pastor solteiro?
    2) O pastor que adultera pode permanecer no ministério ou tem de abdicá-lo?
    Como o irmão vê essas duas questões (não tradicionalmente, mas biblicamente)?
    Abraços.
    Cristo o abençoe!

  2. Grande Jorge,

    boa reflexão, realmente vemos o efeito da libertinagem e licensiosidade na igreja do Senhor. Ou então vemos a religiosidade e o farisaismo tratando o pecador já como excluso sem dar a chance ao arrependimento e a confissão pública de seu pecado.

    Quanto as suas perguntas , vamos lá:

    1 - Sim, há respaldo para o pastor solteiro. Vamos começar por Jesus Cristo que ministrou publicamente 3 anos pregando o reino, curando, expulsando demônios, ensinando doutrinas em forma de parábolas e dps morreu, ressucitou e ascendeu.

    Depois de Jesus, vemos o apóstolo Paulo em 1 Co 7 dizendo que o solteiro tem mais tempo para servir ao Senhor. Ele, autor de 13 cartas do NT era solteirão e viveu assim. Claro que tinha o dom p/ isso. Mas alguns argumentam que ele era missionário e não pastor, embora ele tenha passado anos em Eféso e Corinto plantando e pastoreando, discipulando os eleitos do Senhor naquelas localidades.

    Paulo fez discípulos como Timóteo por exemplo, que foi pastor-presbítero na igreja em Éfeso, legitimado pelo próprio apóstolo Paulo e Timóteo era solteitão, na minha faixa etária.

    Lógico que não há um versículo na Bíblia que diz que o Pastor pode ou não ser solteiro embora alguns usem o "marido de uma só mulher" no capítulo 3 da 1a carta a Tm. Mas o ponto ali é poligamia ao meu ver e no meu entendimento.

    Ainda que haja preconceito na denominação que faço parte, não vejo como biblicamente proíbido e eu mesmo sou pastor solteiro. E busco a glória de Deus no ministério.

    Quanto ao ponto 2/: não tenho opinião formada. Alguns argumentam que Davi, mediador da aliança permaneceu como tal mesmo tendo adulterado, então o pr que adulterou , caso se arrependa pode continuar.

    Na prática, principalmente no contexto da moral evangélica brasileira, creio que o pr que adulterou perde toda a credencial.

    Na prática, procuro olhar cada caso em particular mas entendendo que se está no adulterio, deve deixar o púlpito.

    Se se arrepender, daí se pode voltar a pastorear é uma excelente pergunta que merece uma busca de resposta.

    Grande abraço.
    Deus abençoe vc.

  3. Pr. Juan,
    obrigado pelas respostas.
    Em relação ao solteiro, mesmo sem ter estudado o assunto, acredito que a argumentação do irmão é procedente e bíblica. Portanto, há sim respaldo na Escritura para o ministério do pastor solteiro.
    Já em relação ao segundo caso, para mim, o texto que o irmão apontou de 1Tm 3.1-7, por si só, coloca o pastor adúltero em "maus-lençóis" (extensivo a qualquer outro ministério: louvor, diaconato, presbitério, etc). O seu argumento de que Paulo se refere a poligamia, ao meu ver, já exclui o pastor do ministério. Poligamia e adultério são duas faces da mesma moeda. Em 1Co 6.15, o apóstolo afirma que aquele que se junta à meretriz (amante profissional ou não) faz um só corpo com ela, os dois passam a ser uma só carne, e isso os faz indissociáveis como carne, ou seja, esta união desonrosa não pode ser desfeita. Logo, não vejo qualquer condição de um adúltero permanecer no pastorado.
    O exemplo de Davi é diferente por que ele era rei e não sacerdote. Davi não pode construir o Templo provavelmente por esse pecado, e Salomão, seu filho, teve centenas de mulheres, e a consequência foi a divisão de Israel após a sua morte (e Salomão sabia que isso aconteceria, e de que era sua a responsabilidade pela divisão da nação).
    Para mim, quanto ao pastorado, o que vale é o NT, e Paulo é muito claro na questão moral: "Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar". Para que dê bom testemunho aos que estão de fora, "para que não caia em afronta, e no laço do diabo".
    Ainda que ele se arrependa, a irrepreensibilidade foi quebrada, e a sua mancha lançada sobre a igreja. Por isso, a necessidade da igreja destituí-lo, a fim de que a sua santidade seja mantida e revelada aos de fora. E sirva de exemplo a todos.
    Mas vou aguardar o estudo do irmão, e uma posterior mensagem, se for da vontade de Deus.
    Abraços.
    Cristo o abençoe!

  4. Jorge,

    1 - Estamos juntos no que tange ao pastorado solteiro.

    2 - Faz sentido o seu argumento quanto o adultério. Minha dúvida seria em relação a se o texto fala de um único ato (caso arrependido poderia voltar) ou da permanência: um pastor não pode permanecer em adulterio e no exercício ministerial. Quanto a Davi faz total sentido também sua colocação pois ele não era sacerdote e nem profeta e talvez pudesse ser melhor comparado a uma autoridade civil hoje. Por outro lado, a coisa na antiga aliança era diferente visto que as esferas eram "misturadas" (política, religião-fé, sociedade e cultura). O rei era considerado pastor de Israel (vide Ezequiel 34).

    Contudo sei que a exigência de santidade e caráter na vida do ministro é alta. Não tenho dúvidas quanto a isso, mas tenho o quanto o pastor que adulterou, se arrependeu, voltou para a esposa, não pode biblicamente voltar.

    No campo prático, sua credibilidade cai por terra e o caminho é mesmo o arrependimento e deixar o pulpito.

    Um grande abraço com as bençãos do Senhor.

  5. Anônimo says:

    Estou sem palavras . Mais Oque posso dizer que cada palavra que você usou me ajudou muito me sinto muito melhor . muito Obg . Que Deus te abençoe