Quarta-feira, Novembro 19, 2008

130 - Resenha: Pastoreando a Igreja de Deus: Redescobrindo o modelo bíblico de liderança na Igreja

NEWTON, Phil. Pastoreando a Igreja de Deus: Redescobrindo o modelo bíblico de liderança na Igreja. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2007. 196 páginas.

Uma das tarefas mais difíceis no ministério pastoral é estruturar e articular uma liderança bíblica e um modelo de igrejas de acordo com o Novo Testamento. Essa dificuldade existe em dois eixos, a saber, o tradicionalismo e o moderno movimento de crescimento de igrejas. O primeiro, chamado de tradicionalismo é a ortodoxia batista acima da autoridade das Escrituras, o famoso dito: “fazemos assim porque aprendemos assim e faremos assim a vida toda” impedindo a dinâmica da igreja local exercendo exatamente o que dizem sobre o tradicionalismo: “A fé morta de quem está vivo” ao contrario da boa tradição: “A fé viva de quem está morto”. Essas comunidades as vezes são conduzidas por líderes que são empregados durante a semana e frustrados em suas carreiras profissionais usando a posição na igreja como valvula de escape para o descontentamento profissional como análisa o sociólogo da religião Peter Berger. Algumas igrejas carecem de uma liderança espiritualmente qualificada e madura no conhecimento das Escrituras mas estas são caracterizadas por vontade de ter poder e controle ou outros ídolos no coração destes. O resultado são pastores batistas frustrados porque suas igrejas são dominadas por diáconos, por exemplo, que não compreenderam suas funções de forma bíblica e atuam mais como policiais do que como servos das necessidades materiais da congregação (At 6) . O segundo, é quando a igreja se deixa levar pelo secularismo absorvendo os princípios da administração e do marketing como carro-chefe condutor da visão da igreja e os pastores se portam como executivos religiosos-eclesiásticos e o povo de Deus tratado apenas como número e estatística não sendo amados ou cuidados por quem deveria fazer isso: os pastores. Há uma pressão quando le-se que os evangélicos estão em mais ou menos 35 milhões no Brasil e que igreja boa é igreja grande, quando a fidelidade se torna irrelevante e vale tudo para obter um crescimento númerico em detrimento da qualities e da maturidade dos membros (com essa frase não há o objetivo de fortalecer conservadores que , em nome de uma fé bíblica, não sacrificam questões não-essenciais e não reveladas na Bíblia, tornando-se irrelevantes).
Articular uma liderança de igrejas bíblicamente corretas exige tempo, paciência e perseverança no Senhor. Assim foi o Pastor Phil Newton, há quem tive o prazer de conhece-lo e me tornar seu amigo em 2005 quando pregava numa conferência em Niteroi-RJ e pude reve-lo este ano na conferência Fiel para pastores e líderes onde foi o preletor na temática: Edificando a Igreja de Deus. Pastor Phil serve na Igreja Batista South Woods em Memphis, E.U.A e é mestre em divindades no Seminário Batista Nova Orleans e doutor em ministério pelo Seminário Fuller. Admirador de Charles Spurgeon e D. M. Lloyd-Jones, Newton enfatiza a exposição bíblica como carro forte do seu pastorado e conduziu a sua igreja na transição para uma liderança plural de presbíteros. Querendo ampliar o seu serviço ao Senhor, escreveu este livro que trata da pluralidade de presbíteros na igreja local conduzindo-a no pastoreio.
O livro tem 9 capítulos além da introdução. Os 9 capítulos são divididos em três unidades: 1- Por que presbíteros? ; 2 - Três passagens biblicas cruciais e 3 - Da teoria à prática. Cada unidade é composta de 3 capítulos. No primeiro capítulo, Newton trabalha a questão do uso da palavra e do ofício de presbíteros de forma plural na história dos batistas com o objetivo de mostrar que tal prática é batista prosseguindo no segundo fazendo uma breve análise do ofício no Novo Testamento e no terceiro mostrando que o ofício e a prática não esvaziam o congregacionalismo como distintivo batista. Na segunda unidade dos capítulos 4 à 6 as passagens de Atos 20:17-31, Hebreus 13:17-19 e 1 Pedro 6:1-5 são analisadas exegeticamente dentro dos devidos contextos bíblicos mostrando a pluralidade de presbíteros em cada igreja do NT. Dos capítulos 7 à 9 estão sendo abordadas questões referentes a transição de uma liderança administrativa para uma liderança presbiteral de forma plural podendo ser observada de forma excelente a exortação de Newton para o pastor em sua congregação ter paciência e trás sugestões de como a transição pode ser feita trazendo mais benefícios para a igreja do que transtorno. Nestes capítulos, há sugestões da transição passo-a-passo desde o começo até como fazer uma reunião de presbíteros e como organizar a agenda para tal. A idéia não é oferecer um pacote pronto pois cada pastor fará de acordo com a sua necessidade e contexto local, mas sim oferecer um escopo e um modelo como pano-de-fundo.
Cada participante da conferência Fiel deste ano foi brindado com este livro, o que muito agradeço à Editora Fiel por tão nobre iniciativa. Oxalá , diversos pastores coloquem tal ensino em prática e quantas igrejas colheram o benefício. Deus seja louvado! O livro conta com a indicação e prefácio de Mark Dever, pastor e teólogo que conduziu a Igreja Batista de Capitol Hill na mesma transição. Meus amigos pastores Gilson Santos e Franklin Ferreira viram pessoalmente o benefício que tal transição causou naquela comunidade. Este material resenhado faz parte da filosofia de ministério da Editora fiel em investir na capacitação de pastores formando assim uma série de material sobre eclesiologia (Até porque Newton e Dever são excelentes eclesiólogos) juntando com Nove Marcas e Amado Timóteo.
A leitura está bastante agradável e facíl parecendo que o Pastor Phil está conversando na cozinha de casa onde escrevo a resenha. A capa cor de vinho torna a estética do livro atraente e a foto de um púlpito grande de madeira em modelo tradicional mostra a centralidade da pregação no ministério do pastor e a centralidade do ensino nos presbíteros locais. Uma crítica a ser feita é que as notas de rodapé foram incluídas no final do livro trazendo certa dificuldade à leitura. Mas isso não invalida e nem desmerece o conteúdo e a tradução deste excelente material para o português.
Que o Senhor Deus continue a capacitar a Editora Fiel para que esta continue a abençoar nós pastores para exercemos o ministério de forma mais bíblica e ungida para a glória Dele.
Para uma resenha deste material melhor que essa aqui ver: Ex Corde.
Para ler as anotações da 1a pregação do Pr. Phill Newton na Conferência Fiel para pastores e líderes de 2008 veja aqui.

Dedico está postagem aos meus amigos e colegas Daniel Feitoza e Franklin Ferreira por vivermos um presbitério na prática na Primeira Igreja Batista de Cosme Velho no ano de 2006. Foi uma honra servir o Senhor ali com vocês.

Quarta-feira, Novembro 12, 2008

129 - Diálogo entre dispensacionalistas e reformados: um apelo a tolerância e cooperação (III)


Na Terceira e última parte desta série será abordado o aspecto prático-pastoral, ou seja, uma filosofia de ministério, da proposta da postagem de diálogo e cooperação entre dispensacionalistas e reformados. Estes aspectos servirão para edificação da igreja de Cristo e para a glória de Deus.

1 - Pregação expositiva-doutrinária da Escritura Sagrada, Palavra de Deus:

Tanto reformados-aliancistas quanto dispensacionalistas entendem que a pregação expositiva tem raízes históricas na tradição cristã e na pratica propõe uma nutrição espiritual melhor a congregação fortalecendo-a na fé em Cristo e ensinando a verdade diante dos ventos de doutrina dando ao povo de Deus substância que deixa a fé mais sólida e madura. O seminário que influência a região onde fui pastor enfatiza esse tipo de pregação e os reformadores entenderam que a pregação é a porta de entrada para o Reino de Deus e esse conceito é uma bandeira levantada pela tradição reformada e puritana.

2 - Aconselhamento Bíblico e a suficiência das Escrituras para lidar com o drama humano e os problemas emocionais:

Tanto dispensacionalistas quanto reformados-aliancistas defendem que a Bíblia é suficiente para o aconselhamento (embora haja integracionistas - os que conciliam teologia cristã com psicologia - nas duas vertentes também). Jay Adams, David Powlison e os docentes do Westminster Theological Seminary, campus da Pensilvânia, Philadelfia, E.U.A, presbiterianos reformados e os conselheiros do CCEF - Christian Couseling and Education Foudation e os docentes do Masters Seminary na Califórnia, L.A , E.U.A liderados pelo conhecido pastor John MacArthur Jr., dispensacionalista e calvinista, entre outras organizações e seminários teológicos que seguem na mesma linha caminham no entendimento do uso exclusivo da Bíblia para lidar com as emoções frente ao aconselhamento e ao discipulado.

3 - Missões:

O dispensacionalismo, na crença pré-milenar, é impulsionado para exercer uma excelente influência em missões sendo uma corrente teológica que incentiva bastante o ministério missionário, principalmente na janela 10/40 e em povos com dificuldade de serem alcançados.

Os reformados-pactuais, em geral amilenista, em alguma medida pré e pós, se preocupa bastante com a conversão do mundo levando o senhorio de Cristo e o Reino de Deus em todas as esferas da existência humana o que trás como consequência um ministério de misericórida e diaconia (social) excelente.



4 - Educação Cristã:

Os dispensacionalistas enfatizam bastante seminários e institutos bíblicos para a formação do obreiro cristão. Há uma excelente ênfase em línguas originais.

Os reformados já buscam uma formação dialogal com as ciências humanas e uma preocupação maior com o conhecimento da história do pensamento cristão, sendo o obreiro pertencente à tradição reformada incentivado a ter uma outra formação acadêmica.

Não é proposta da postagem aprofundar os conceitos presentes por já haver material acadêmico em excelência produzido para defender a pregação expositiva e a suficiência das Escrituras no aconselhamento. A idéia presente é salientar como dispensacionalistas e reformados-pactuais na prática exercem uma filosofia de ministério e articulam uma teologia prática com os mesmos ideais e bastante parecidas, claro, que com algumas diferenças, as vezes gritante.

Não é objetivo também levantar críticas nem a minha posição nem a que não adoto, pois, a proposta sendo incentivar uma aproximação (já existente) entre os expoentes das duas correntes há o entendimento da necessidade de ser positivo, mesmo sabendo que as críticas são cabíveis e até mesmo saudáveis dependendo da maturidade de quem estiver dialogando.

Que Deus seja glorificado e exaltado em cada ministério e magistério dos adeptos de cada vertente.

Segunda-feira, Novembro 03, 2008

128:Jovens Fortes em Tempos Difíceis

Esboço das pregações ministradas por mim no congresso da Juventude da Igreja Batista Betel em Mesquita-RJ nos dias 13 e 14 de Setembro - na ocasião, o texto divisa foi exposto em três partes - sábado a noite e domingo pela manhã e a noite.

Jovens Fortes em Tempos Difíceis:
IB Betel - Mesquita-RJ

Texto: 1 João 2:14c

3 pregações: 1 - Jovens Fortes em Tempos Difíceis ; 2 - Jovens Permanecendo na Palavra de Deus em Tempos Difíceis ; 3 - Jovens, Vencemos o Malígno em Tempos Difíceis

1a pregação: Jovens Fortes em Tempos Difíceis

“Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes”

O Senhor nos chamou para sermos jovens fortes em tempos difíceis


Introdução: Por que Tempos Difíceis?

* Geração formada pela mídia (ex: Malhação, Novelas, Etc……)
* A televisão e a internet são os nossos pastores e nada nos faltará
* O que está por detrás? Não há inocência e nem neutralidade.
* Irracionalismo, sentimentalismo, relativismo, subjetivismo, existencialismo - ex. Jovem que tem uma espiritualidade intensa na igreja mas vive o contrário fora. Tribalismo.
* Pensadores chamam de pós-modernidade
* “Não importa se é certo ou errado, importante é que me faça bem e que eu seja feliz”
* “O que é verdade para mim não é verdade para você”
* Charge da Folha de S. Paulo: adolescente de 15 anos informando a mãe a sua independência mas pedindo para financia-la.
* O apelo a sexualidade é muito forte, o apelo aos sentimentos também (exemplos, tensões hormonais e sexuais e carência afetiva - potencial para o pecado)

1 - Porque João escreveu para os jovens?

“Jovens, eu lhes escrevi”

* João era apóstolo de Jesus Cristo, conhecido como o discípulo amado ou o profeta do amor.
* João escreveu está carta para instruir os leitores que Jesus Cristo era Deus-homem encarnado (100% Deus e 100% homem) combatendo uma heresia chamada gnosticismo que ensinava um dualismo espiritual.
* Pode ter sido para a Asia menor ou para Éfeso onde passou anos servindo a igreja lá.
* Entre os versículos 12 a 14, João mostra um relacionamento íntimo com a comunidade onde no versículo 14 revela o seu apreço pelos jovens de sua igreja.
* Uma igreja forte deve ter um bom grupo de jovens e de senhoras.

2 - João enxerga o potencial da juventude

“porque vocês são fortes”
* João enxergou o talento em potencial da juventude de sua igreja.
* Desfrutamos da energia e vigor da nossa juventude. Onde canalizar? Carnalidade ou obra de Deus?
* Livro “Uma Palavra aos moços” coloca: Falta de reflexão e ponderação, amor aos prazeres e desprezo espiritual. Um perigo é o orgulho.
* O apóstolo Paulo discipulava jovens pastores; 2 Tm 2:22 “Fuja das paixões da sua mocidade” ou “desejos malignos da juventude” (NVI) e também se preocupava com os jovens. Tt 2:6 “encoraje os jovens a serem prudentes”.
* O puritano Richard Baxter aconselha os pastores a ajudar os jovens contra as tentações na área sexual.
* Jovens devem canalizar toda energia e vigor em coisas do alto, do céu e da eternidade - missões, evangelização, louvor no culto ao Senhor, estudar ciências para glória de Deus, trabalhar e investir no futuro para honrar o Senhor (não para acumular tesouros na terra).
* Ex: Vida de David Brainerd - missionário entre os indíos, faleceu aos 29 anos.

Conclusão:

* Eclesiastes 11:9 - 12:1 (11:7 - 12:8)
* Sejamos responsáveis: filme do homem-aranha - “um grande poder trás uma grande responsabilidade”.
* Busquemos sabedoria de Deus (leitura do livro de Provérbios, Eclesiastes, sermão da montanha (Mt 5-7), parábolas de Jesus, Tiago, etc…..).
* Vamos lutar contra as nossas paixões mundanas, egoístas, carnais e orgulhosas
* Canalizar a paixão , a intensidade, o vigor para uma vida de adoração ao Senhor, para a glória de Deus.
* Somente Deus nos satisfaz. A glória de Deus nos preenche mais do que tudo na vida. “Quanto mais nos satisfazemos em Deus mais Ele é glorificado em nós” “Ele recebe glória e nós a alegria” John Piper. A verdadeira alegria está em Deus.
* Vivam a juventude para glória de Deus (alvo de tudo na vida).


2a Pregação: Jovens Fortes permanencendo na Palavra de Deus em dias difíceis

“e em vocês a Palavra de Deus permanece”

O Senhor nos prometeu permanência na Palavra de Deus em tempos difíceis

Introdução:

* O Senhor prometeu aos jovens a permanência da Palavra Dele mesmo que vivamos dias difíceis onde a nossa fé é atacada por diversos ângulos (mídia, faculdade, pais não crentes, colegas zombando da fé, etc…..)
* Salmo 119: 9

De que forma a Palavra de Deus permanece em nós?
1 - A Palavra de Deus permanece em nós como a revelação

* Deus fala com os jovens fortes em tempos difíceis através da Bíblia (ex.: John Piper e o texto: “A manhã que ouviu a voz de Deus”).
* A Bíblia como palavra de Deus contém princípios para tudo, mesmo que não aborde diretamente os problemas (pós -) modernos. Ela é suficiente para nós, para lidar com a salvação e santificação. Ela não erra! E nem tem erros!
* A Bíblia é aplicada ao nosso coração através do Espírito Santo (João 14:17 - O Espírito da verdade, ensina e guia na verdade). Essa aplicação não é somente informação mas transformação de vida e de coração.
* Tomem a Bíblia como o livro de vocês, “uma carta de um pai apaixonado pelo filho” (Kierkegaard), amem esse livro, devorem esse livro, deixem os conceitos revelados aqui penetrarem em suas mentes, corações e almas.

2 - A Palavra de Deus permanece em nós como o verbo encarnado: a pessoa bendita de Jesus Cristo, Deus-filho

*Ele é a videira e nós os ramos e sem Ele nada podemos fazer (João 15: 1-17)
* A marca da permanência Dele em nós é a permanência nos mandamentos Dele (Jo 15:10)
* Quem permanece Nele tem a alegria completa (Jo 15:11)
* Quem permanence Nele ama (Jo 15:12) (amor não é igual a paixão - C.S Lewis “Os 4 amores“)
* Os jovens devem imitar o Senhor Jesus (1 Co 11:1, Gl 2:20)
* Imitar o Senhor Jesus pela graça santificadora (processo de mortificação e vivificação). Imitar Jesus não é legalismo ou código moral. Ajudar os pobres e necessitados e ter bom comportamento por si só não adianta (claro que há nobreza e virtude nisso). (Ex. “Em seus passos o que faria Jesus”).
* Jovens imitando o Senhor Jesus em tempos difíceis: nem escapismo da realidade e nem mundanismo e carnalidade. (Jo 17:18, Dietrich Bonheoffer “Discipulado” ; João Calvino “A Verdadeira Vida Cristã)

3 - A Palavra de Deus permanece em nós como proclamação

* Oro para que o Espírito Santo aplique os conceitos aqui em suas vidas.
* Na pregação, Deus trabalha e transforma a vida dos jovens os ajudando a viverem firmes em tempos difíceis.
* Sejam assíduos nos sermões e pregações na igreja. É o alimento e a nutrição espiritual de vocês.
* Discipulado, grupo pequeno, Escola Bíblica Dominical, etc…. são formas de proclamação em grupos menores e o Senhor trabalha através da Palavra também.
* Testemunhar: pregar com o caráter “pregue o evangelho, se possível use as palavras”

Conclusão

* Leiam a Bíblia diariamente e mantenham habitos devocionais.
* Amem e imitem a Jesus Cristo
* Escutem, ouçam, vejam, leiam sermões e pregações biblicas para se alimentarem e nutrirem suas almas com alimentos deliciosos da Palavra do Senhor.

3a Pregação: Jovens Fortes que Venceram o Maligno em Tempos Difíceis

“e vocês venceram o Maligno”

O Senhor prometeu aos jovens fortes Vitória sobre o Maligno em tempos difíceis

Introdução:

* O Maligno é o Diabo, Satánas, príncipe das trevas
* Ele é um ser espiritual
* Era um anjo de luz e caiu (Ez 28)
* O mundo jaz nele (1 Jo 5:19)
* Ele veio para roubar, matar e destruir (Jo 10:10)
* Faz parte da tríade do mal (Lutero), o mundo, a carne e o diabo
* Se o diabo não ceder com as Escrituras, zombe dele (Lutero e C.S Lewis, “Cartas do Diabo ao seu aprendiz”)
* Anda ao redor como leão procurando a quem devorar (1 Pe 5:8)
* Pai da mentira

1 - Jesus venceu o Maligno na tentação

* Mateus 4:1-11
* Jesus sendo Deus não tinha possibilidade de cair na tentação: Ele foi tentado para mostrar seu poder e glória na Vitoria sobre o diabo
*Nele temos a vitoria sobre o maligno e a tentação
* Na cruz , o Senhor Jesus pagou o preço no nosso resgate

2 - Se Jesus venceu o Maligno na tentação, nós também podemos vencer em Cristo

* Somos tentados pela cobiça (Tg 1:14)
* José: um exemplo de Vitoria sobre a tentação. (Gn 39)
* Davi: um exemplo de derrota diante da tentação (porém houve o arrependimento) (2 Sm 11 ; Sl 51 e Sl 32)
* Somos mais do que vencedores em Cristo e nada pode nos separar do amor de Deus (Rm 8)
* Cristo venceu e fazemos parte da vitória Dele.

Conclusão:

* Firmeza com Deus contra tentação, pecado
* Usar os meios da graça: pregação, vida em comunhão. Vestir a armadura para a batalha espiritual em Efésios 6:10-18. Relacionamento de prestação de contas.
* João 16:33