“16 Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. 17 Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam.” - Gálatas 5:16-17.
Estava conversando com um amigo de bons papos teológicos e espirituais, o Filipe Cantarino, onde o diálogo girava em torno da nossa natureza pecaminosa e seus efeitos. Certa altura de nossa conversa, ele colocou a frase que escolhi como título da devocional: “Não podemos dar migalhas a carne”. Foi aquela sentença que fixa na nossa mente se tornando uma máxima, remetendo a nossa mente na Palavra de Deus, na dependência do Espírito, desfrutando do seu efeito transformador em nossa natureza carnal e pecaminosa. Essa migalha (como que costumamos a chamar o farelo do pão) é qualquer vazão dada aos desejos e cobiças que procedem de nosso coração, seja algo que é claramente impuro ou algo que não é errado em si, mas torna-se errado caso ocupe o senhorio de nossas vidas, se tornando assim um ídolo de nosso coração, embora o texto acima trate especificamente das obras da carne que procedem exatamente de tais desejos mencionados acima. Nossa carne deseja o que é contrário ao Espírito, de fato! O Espírito nos conduz a uma vida de santidade, separação e consagração em nosso relacionamento com Deus, causando em nós transformação que gera pureza e retidão. A carne leva o individual a pecar e assim ferir a glória de Deus e Sua santidade. Na nossa prática de vida cristã e integra podemos não dar migalhas a carne e coloco aqui algumas pistas para tal:
1 - Ocupe a sua mente com pensamentos verdadeiros e puros (Fil 4:8). Para isso mantenha uma leitura bíblica diária, se possível de dia e de noite (Sl 1:2). Memorize textos das Escrituras que confrontam diretamente ou que contenham princípios que cutuquem o desejo ou o pecado em evidência. Lembre que o Espírito é o Espírito da verdade (João 16-17) que nos conduz iluminando nosso conhecimento de Deus e nos santificando na verdade (17:17). Sua mente é renovada por Deus (Rm 12:2) e você tem a mente de Cristo (1 Co 2:16).
2 - Crie habitos santos (Lv 11:44). Assim como a obra da carne se torna um habito de nossa mente e coração, assim pensamentos nobres e desejos puros se tornam habitos santos em nós, nos aperfeiçoando em Cristo.
3 - Estude na Bíblia e em algum bom manual de teologia sistemática a doutrina da nossa união mística com Cristo (bem desenvolvida por João Calvino). No site monergismo.com há bons textos nesse sentido.
4 - Desenvolva uma vida regular de oração para cultivar seu relacionamento com Deus. Confesse seus desejos e pensamentos impuros (Salmo 51) e desfrute do perdão de Deus (Salmo 32).
5 - Leia o livro de John Owen: A mortificação do pecado! Excelente!
6 - Não relaxe em sua vigilância e não abaixe a guarda: sem santidade , sem céu! Não que sejamos salvos por obras, e não somos, mas a fé produz frutos. Caso caia, levante! Fortaleça o seu coração!
Embora o titulo da postagem tenha aspecto negativo, os pontos desenvolvidos foram abordados em perspectiva positiva proporcionando ao leitor e ao editor, amor e paixão por santidade pois sem ela nínguem verá a Deus (Hb 12:4). A carne é orgulhosa, egoista e rebelde e devemos esvazia-la e mortifica-la a cada dia, andando no Espírito para a glória de Deus.
Pai Santo, louvamos o Senhor pela sua majestade e beleza
Perdoa-nos quando deixamos fluir os desejos e pensamentos impuros oriundos de nossa carne.
Faz-nos, a mim e aos leitores, andar no Espírito, viver no Espírito, ter mais intimidade contigo para honra e glória ao Seu nome. Não queremos alimentar esse leão que há dentro de nós nem dar migalhas a nossa carne.
Queremos nos parecer mais com Cristo,
Em nome Dele,
Amém.
Estava conversando com um amigo de bons papos teológicos e espirituais, o Filipe Cantarino, onde o diálogo girava em torno da nossa natureza pecaminosa e seus efeitos. Certa altura de nossa conversa, ele colocou a frase que escolhi como título da devocional: “Não podemos dar migalhas a carne”. Foi aquela sentença que fixa na nossa mente se tornando uma máxima, remetendo a nossa mente na Palavra de Deus, na dependência do Espírito, desfrutando do seu efeito transformador em nossa natureza carnal e pecaminosa. Essa migalha (como que costumamos a chamar o farelo do pão) é qualquer vazão dada aos desejos e cobiças que procedem de nosso coração, seja algo que é claramente impuro ou algo que não é errado em si, mas torna-se errado caso ocupe o senhorio de nossas vidas, se tornando assim um ídolo de nosso coração, embora o texto acima trate especificamente das obras da carne que procedem exatamente de tais desejos mencionados acima. Nossa carne deseja o que é contrário ao Espírito, de fato! O Espírito nos conduz a uma vida de santidade, separação e consagração em nosso relacionamento com Deus, causando em nós transformação que gera pureza e retidão. A carne leva o individual a pecar e assim ferir a glória de Deus e Sua santidade. Na nossa prática de vida cristã e integra podemos não dar migalhas a carne e coloco aqui algumas pistas para tal:
1 - Ocupe a sua mente com pensamentos verdadeiros e puros (Fil 4:8). Para isso mantenha uma leitura bíblica diária, se possível de dia e de noite (Sl 1:2). Memorize textos das Escrituras que confrontam diretamente ou que contenham princípios que cutuquem o desejo ou o pecado em evidência. Lembre que o Espírito é o Espírito da verdade (João 16-17) que nos conduz iluminando nosso conhecimento de Deus e nos santificando na verdade (17:17). Sua mente é renovada por Deus (Rm 12:2) e você tem a mente de Cristo (1 Co 2:16).
2 - Crie habitos santos (Lv 11:44). Assim como a obra da carne se torna um habito de nossa mente e coração, assim pensamentos nobres e desejos puros se tornam habitos santos em nós, nos aperfeiçoando em Cristo.
3 - Estude na Bíblia e em algum bom manual de teologia sistemática a doutrina da nossa união mística com Cristo (bem desenvolvida por João Calvino). No site monergismo.com há bons textos nesse sentido.
4 - Desenvolva uma vida regular de oração para cultivar seu relacionamento com Deus. Confesse seus desejos e pensamentos impuros (Salmo 51) e desfrute do perdão de Deus (Salmo 32).
5 - Leia o livro de John Owen: A mortificação do pecado! Excelente!
6 - Não relaxe em sua vigilância e não abaixe a guarda: sem santidade , sem céu! Não que sejamos salvos por obras, e não somos, mas a fé produz frutos. Caso caia, levante! Fortaleça o seu coração!
Embora o titulo da postagem tenha aspecto negativo, os pontos desenvolvidos foram abordados em perspectiva positiva proporcionando ao leitor e ao editor, amor e paixão por santidade pois sem ela nínguem verá a Deus (Hb 12:4). A carne é orgulhosa, egoista e rebelde e devemos esvazia-la e mortifica-la a cada dia, andando no Espírito para a glória de Deus.
Pai Santo, louvamos o Senhor pela sua majestade e beleza
Perdoa-nos quando deixamos fluir os desejos e pensamentos impuros oriundos de nossa carne.
Faz-nos, a mim e aos leitores, andar no Espírito, viver no Espírito, ter mais intimidade contigo para honra e glória ao Seu nome. Não queremos alimentar esse leão que há dentro de nós nem dar migalhas a nossa carne.
Queremos nos parecer mais com Cristo,
Em nome Dele,
Amém.


5 comentários:
Muito bem colocado Juan! Que Deus nos dê sempre forças, porque só com Ele podemos vencer nossos pecados e desejos mais impuros! Que Deus continue te abençoando neste ministério maravilhoso e honrado de ensinar a Palavra!
De seu amigo mais chegado que um irmão,
Filipe Cantarino
Beleza garoto,
a máxima foi tua, eu só prossegui com a reflexão.
Deus abençoe seu povo na luta contra o pecado até a volta de Cristo.
Juan
Graças a Deus que existem ainda pastores que pregam sobre o pecado, e a necessidade de arrepender-se. Não falando apenas de algo genérico e perdido no tempo, à época de Adão. Muitas vezes chego a acreditar que apenas ele pecou, e a nossa condição é um mero reflexo do seu erro; e não temos culpa, nem somos culpados. Praticamente, não se fala mais do pecado, do arrependimento, da santidade, e do novo nascimento em Cristo.
Folgo por Deus sustentar e inspirar irmãos para que o façam.
Agradeço pelo texto, pois, ao lê-lo vemos o quanto somos frágeis e pecadores, mas igualmente vemos o quanto o nosso Deus é santo, bom e misericordioso, ao derramar a Sua graça sobre nós, ímpios, que merecíamos justamente a condenação e o inferno.
www.kalamo.blogspot.com
Prezado Jorge,
obrigado pelo encorajamento e visita.
Mas devo dizer que uma frase sua me incomodou: "Muitas vezes chego a acreditar que apenas ele pecou, e a nossa condição é um mero reflexo do seu erro; e não temos culpa, nem somos culpados."
Segundo Romanos 5, nós precisamos de Cristo para a justificação exatamente porque herdamos a culpa de Adão que era nosso representante (da humanidade) e a queda afetou todo o cosmo, inclusive nós indivíduos e portanto todos nascem debaixo da ira de Deus. Uma boa exegese desse capítulo irá clarear mais essa questão naquilo que chamamos de solidariedade da raça.
Um abraço,
Juan
Pr. Juan,
Creio que me expressei mal. Acredito que pecamos juntamente com Adão, quando ele caiu no Éden, conforme afirmam as Escrituras (Rm 5.12). O que quis dizer é que o pecado, para a maioria dos crentes, está tão distante que parece perdido no Éden, e que apenas Adão pecou. O máximo que pode ter acontecido é uma "manchinha" do pecado dele ter respingado em nós; mas no fim, é como se isso não fosse importante, e nem mesmo afetasse a nossa relação com Deus. Não sei se estou sendo claro... É que, na igreja primitiva, na igreja puritana e em tantas outras, havia o desejo e a necessidade de se combater o pecado, de levar os irmãos à santidade, ao arrependimento. Havia o temor a Deus, e reverência à Sua santidade.
Hoje, o que me parece é que, a prosperidade é o sinônimo de um relacionamento íntimo com Deus, e de que, posso pecar e viver em pecado, pois, se sou próspero, Deus está me abençoando, e portanto, não há nada (nem mesmo os meus pecados) a me afastarem de Deus.
Sei que o assunto é complicado; sei que somente somos salvos pela graça e misericórdia de Deus, mas também sei (como o irmão tão bem afirmou) que sem santidade ninguém verá a Deus. E o que parece, é que as igrejas atualmente estão negligenciando ou esquecendo-se disso, e estimulam no seu seio práticas iníquas e que desprezam ao nosso bom Deus. Onde está a disciplina na igreja? Pecados de todos os tipos e tamanhos (se é que há tamanho) são acomodados na igreja, e, não há o mínimo de cuidado na repreensão, exortação e disciplina do faltoso. Mas isso é assunto para outro post, que espero, o irmão escreva.
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