2 Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, 3 pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. 4 E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma. Tiago 1:2-4 NVI
12 Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. 13 Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria. 1 Pedro 4:12-13 NVI
Uma máxima dos praticantes de musculação diz que não há ganho sem dor (no pain, no gain). A medida em que o atleta ou cliente da acadêmia vai ganhando resistência muscular , sua série aumenta. De acordo com o objetivo pessoal, quanto mais peso o indivíduo levanta, mais dor ele sente. Quanto mais dor ele sente, mais massa muscular irá se desenvolver em seu corpo. Para manter um corpo atlético , ele deve malhar, praticar e assim irá sentir dor cada vez que o peso aumentar significando que mais massa muscular está sendo desenvolvida.
Essa mesma lógica pode ser usada na peregrinação espiritual do crente. Não está sendo afirmado que a dor é a única forma de fazer o cristão crescer em intimidade com Deus. Mas é uma das melhores formas, se não a melhor. Os textos citados acima afirmam que o sofrimento produz fé e perseverança tornando o crente mais maduro e íntegro. O sofrimento também faz com que o cristão se identifique com Cristo (participando de seu sofrimento na cruz para o perdão dos nossos pecados), para glória de Deus e aprendizado no exercício de sua alegria e contentamento em Deus. A dor e o sofrimento podem fazer com que o cristão cresça em Cristo e amadureça seu caráter desenvolvendo melhor sua intimidade com Deus. Certa ocasião, Dr. Russell Shedd afirmou que se queremos mais de Deus, devemos pedir um câncer a Ele. Pr. John Piper desenvolveu essa idéia em seu texto Não disperdice seu câncer , disponível no site monergismo.com. Eis algumas lições que podem ser adquiridas na passagem pelo sofrimento:
1 – Assim como a musculação faz com que o atleta ganhe mais massa corporal, o sofrimento treina o crente em maturidade, o preparando para situações ainda piores na vida e o preparando para o porvir. O fato de John Bunyan passar doze anos preso, ter sua filha mais velha e cega passando necessidade o fez sentir melhor o gostinho do céu e passar isso para sua congregação em Bradford. Mais dor, mais ganho muscular – mais sofrimento, mais maturidade cristã. Não é uma defesa de alguma espécie de “masoquismo” cristão mas sim uma forma correta, bíblica e cristã de se passar pelo sofrimento, assim como a dor muscular é sinal de crescimento e endurecimento do músculo, o sofrimento faz o crente crescer.
2 – O atleta tem um alvo e um objetivo com o seu treinamento. Para atingir este objetivo ele precisa treinar duro e consequentemente sente dor. Ele tem um espelho, alguém que está mais adiantado nesse tipo de treinamento. No sofrimento, o crente aperfeiçoa seu caráter em Cristo , benefício de sua união mística com Ele. Na dor, o crente se assemelha ao seu Senhor entregando a Sua vida na cruz do calvário em prol do pecador imerso em sua miséria, participando e se identificando com o sofrimento do Senhor Jesus. Martin Lutero atribui seu crescimento ao sofrimento vivido em plena perseguição na Alemanha do século XVI.
3 – Dependendo da ocasião, o atleta cultua seu próprio corpo e tem como principal objetivo de sua vida atingir seu objetivo no treinamento muscular (não que fazer musculação seja pecado em si, mas pode se tornar um ídolo dependendo da motivação do coração de quem está treinando) não se importando com a dor experimentada no período da série. O crente enxerga a dor como um momento em que Deus está sendo glorificado naquele momento. O sofrimento ajuda o crente a buscar mais a glória de Deus e se deleitar e satisfazer a sede da alma Nele.
4 – Quando o atleta atingi seu objetivo, há nele uma sensação de realização e dever cumprido. Como todo ser humano é insaciável , ele vai aumentar sua série em prol de superar seus limites ou vai atrás de outro objetivo. O crente se alegra em Deus e se deleita Nele, independente de circunstâncias. Ele aprende a estar contente em toda e qualquer situação, assim como o Apóstolo Paulo, que escreveu sobre alegria aos cristãos em Filipos, estando ele preso em Roma com uma série de privações.
Se você está passando por alguma tribulação , dor ou sofrimento – aproveite a oportunidade para colocar estes princípios em prática. Que o Senhor abençoe a sua vida e lhe faça crescer em meio a dor.
12 Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. 13 Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria. 1 Pedro 4:12-13 NVI
Uma máxima dos praticantes de musculação diz que não há ganho sem dor (no pain, no gain). A medida em que o atleta ou cliente da acadêmia vai ganhando resistência muscular , sua série aumenta. De acordo com o objetivo pessoal, quanto mais peso o indivíduo levanta, mais dor ele sente. Quanto mais dor ele sente, mais massa muscular irá se desenvolver em seu corpo. Para manter um corpo atlético , ele deve malhar, praticar e assim irá sentir dor cada vez que o peso aumentar significando que mais massa muscular está sendo desenvolvida.
Essa mesma lógica pode ser usada na peregrinação espiritual do crente. Não está sendo afirmado que a dor é a única forma de fazer o cristão crescer em intimidade com Deus. Mas é uma das melhores formas, se não a melhor. Os textos citados acima afirmam que o sofrimento produz fé e perseverança tornando o crente mais maduro e íntegro. O sofrimento também faz com que o cristão se identifique com Cristo (participando de seu sofrimento na cruz para o perdão dos nossos pecados), para glória de Deus e aprendizado no exercício de sua alegria e contentamento em Deus. A dor e o sofrimento podem fazer com que o cristão cresça em Cristo e amadureça seu caráter desenvolvendo melhor sua intimidade com Deus. Certa ocasião, Dr. Russell Shedd afirmou que se queremos mais de Deus, devemos pedir um câncer a Ele. Pr. John Piper desenvolveu essa idéia em seu texto Não disperdice seu câncer , disponível no site monergismo.com. Eis algumas lições que podem ser adquiridas na passagem pelo sofrimento:
1 – Assim como a musculação faz com que o atleta ganhe mais massa corporal, o sofrimento treina o crente em maturidade, o preparando para situações ainda piores na vida e o preparando para o porvir. O fato de John Bunyan passar doze anos preso, ter sua filha mais velha e cega passando necessidade o fez sentir melhor o gostinho do céu e passar isso para sua congregação em Bradford. Mais dor, mais ganho muscular – mais sofrimento, mais maturidade cristã. Não é uma defesa de alguma espécie de “masoquismo” cristão mas sim uma forma correta, bíblica e cristã de se passar pelo sofrimento, assim como a dor muscular é sinal de crescimento e endurecimento do músculo, o sofrimento faz o crente crescer.
2 – O atleta tem um alvo e um objetivo com o seu treinamento. Para atingir este objetivo ele precisa treinar duro e consequentemente sente dor. Ele tem um espelho, alguém que está mais adiantado nesse tipo de treinamento. No sofrimento, o crente aperfeiçoa seu caráter em Cristo , benefício de sua união mística com Ele. Na dor, o crente se assemelha ao seu Senhor entregando a Sua vida na cruz do calvário em prol do pecador imerso em sua miséria, participando e se identificando com o sofrimento do Senhor Jesus. Martin Lutero atribui seu crescimento ao sofrimento vivido em plena perseguição na Alemanha do século XVI.
3 – Dependendo da ocasião, o atleta cultua seu próprio corpo e tem como principal objetivo de sua vida atingir seu objetivo no treinamento muscular (não que fazer musculação seja pecado em si, mas pode se tornar um ídolo dependendo da motivação do coração de quem está treinando) não se importando com a dor experimentada no período da série. O crente enxerga a dor como um momento em que Deus está sendo glorificado naquele momento. O sofrimento ajuda o crente a buscar mais a glória de Deus e se deleitar e satisfazer a sede da alma Nele.
4 – Quando o atleta atingi seu objetivo, há nele uma sensação de realização e dever cumprido. Como todo ser humano é insaciável , ele vai aumentar sua série em prol de superar seus limites ou vai atrás de outro objetivo. O crente se alegra em Deus e se deleita Nele, independente de circunstâncias. Ele aprende a estar contente em toda e qualquer situação, assim como o Apóstolo Paulo, que escreveu sobre alegria aos cristãos em Filipos, estando ele preso em Roma com uma série de privações.
Se você está passando por alguma tribulação , dor ou sofrimento – aproveite a oportunidade para colocar estes princípios em prática. Que o Senhor abençoe a sua vida e lhe faça crescer em meio a dor.
Pai de misericória, obrigado pelo teu cuidado conosco. Fortaleça teu povo na fé em meio a dores e tribulações. Que o Senhor mantenha os leitores firmes na fé, os ajudando a perseverarem assim como os heróis da fé citados em Hebreus 11. Que o Senhor não os desampare, fazendo-os crescerem em Cristo, aperfeiçoando e purificando caráter, dando alegria e contentamento, algo que só pode ser adquirido no deleite da alma para contigo, oh Senhor. Seja glorificado em meio a toda dor que passamos e vivemos. Em nome de Cristo Jesus, seu filho e nosso Senhor. Amém.


3 comentários:
Falar em sofrimento com crentes hoje em dia é quase blasfêmia. O cristão não aceita sofrer (algo humano, que apenas o Espírito Santo, através da regeneração, pode transformar), e se sofre, invariavelmente, a culpa é do diabo, e até mesmo de Deus; ou na melhor das hipóteses, deixou de se sacrificar, e perdeu-se o "prêmio". Então, fazem votos, correntes, novenas, e uma infinidade de "supertições" a fim de OBTER-se a graça de Deus. Se o crente lesse a Bíblia, encontraria a resposta lá. Se fóssemos como os bereanos, correríamos às Escrituras a fim de confirmar se as mentiras propaladas atualmente são verdadeiras(impossível) ou mentiras de fato. Creio que somente quando nos devotarmos integralmente às Escrituras (não digo lê-las 24 horas por dia), mas em buscarmos nela a fonte para se viver uma vida cristã, não estaremos afligidos, amargurados, infelizes e decepcionados como a grande maioria dos evangélicos se encontra, mesmo que não haja nenhuma aflição concreta.
Como Paulo disse: "Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele"(Flp 1.29); e o Senhor: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo"(Jo 16.33).
E como o irmão tão bem disse, não creio em santificação sem o exercício da dor. Crente "oba-oba", que só quer saber de "festa" se salvará como que pelo fogo (1CO 3.15), se realmente for um eleito de Deus.
Infelizmente, a maioria está atrelada a uma teologia(que nem tão recente é) que coloca a vitória no homem, quando somos vitoriosos em Cristo nosso Senhor(Rm 8.37).
Paulo, exortando os Filipenses, ao falar de Epafrodito disse:"Porque pela obra de Cristo chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida para suprir para comigo a falta do vosso serviço" (Flp 2.30).
Qual de nós se habilitará?
Abraços.
www.kalamo.blogspot.com
PS: Distribuirei este post aos meus contatos, se me permitir.
Prezado Jorge,
obrigado pelo comentário substâncioso e rico em citações Escrituristicas.
Pode divulgar o texto a vontade, que sirva de edificação para todos.
Juan
Prezado Jorge,
obrigado pelo comentário substâncioso e rico em citações Escrituristicas.
Pode divulgar o texto a vontade, que sirva de edificação para todos.
Juan
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