A presente postagem foi um resumo apresentado pelo Pastor Roberto Tomaz do Nascimento, auxiliar na PIB Copacabana quando foi examinado em concílio no dia 07 de Julho de 2007 às 16 horas sendo aprovado e ordenado por imposição de mãos do presbitério presente em culto às 19:30h do mesmo dia. O motivo da postagem é auxiliar seminaristas e candidatos ao ministério pastoral e incentivar pastores a questionarem a ortodoxia do candidato quando participarem de concílios examinatórios.
Passo agora a expressar minhas convicções e percepções teológicas, a fim de ser avaliado e examinado por este concílio.
Revelação de Deus
Deus tem uma maneira graciosa de se revelar ao homem. Ele, que é infinito, se revelou ao homem, pois este por ser finito não tinha condições de conhecer a Deus. Assim, para o homem ter o conhecimento de Deus, é preciso que Deus se revele a ele. Esta revelação acontece de duas maneiras: por meio da revelação geral, ou seja, a proclamação de Deus através da sua criação universal – como afirma o Salmo 19.1: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos”, ou a ainda Romanos 1.20: “Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis”. Esses são alguns meios pelos quais se dá a revelação geral.
A segunda revelação é chamada especial. Nela vemos a auto-revelação de Deus para com o homem pecador, que desde a queda perdeu a plena comunhão com seu criador, dirigida a pessoas e épocas particulares. Isso pode acontecer de diferentes formas. Uma delas é exemplificada no momento em que Deus se revela anunciando o seu próprio nome, como está em Êxodo 3.14: "Disse Deus a Moisés: `Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês`”. O Novo Testamento também nos dá uma outra evidência. Gálatas 4.4 mostra que na encarnação de Cristo vemos uma outra maneira de Deus revelar-se: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei”.
Inspiração das Escrituras
Creio na inspiração das Escrituras, a qual se deu de forma especial, direta e sobrenatural por intermédio da santa ação do Espírito Santo na vida de homens. Isso fez com que todo conteúdo da Bíblia seja verdadeiro e da parte de Deus, como o próprio texto sagrado afirma em 2 Timóteo 3.16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça”. E também em 2 Samuel 23.2: “O Espírito do SENHOR falou por meu intermédio; sua palavra esteve em minha língua”. A Bíblia é plenamente confiável em todos os seus ensinos, sua veracidade é inabalável, pois nela não existe erro, apenas a plena vontade de Deus. É o que diz o Salmo 119, no verso 96: “Tenho constatado que toda perfeição tem limite; mas não há limite para o teu mandamento”.
A trindade
Na trindade encontramos uma das maiores marcas do Cristianismo. Essa doutrina é essencial para o cristão, nela acreditamos piamente que há três pessoas plenamente Deus, um só DEUS – Pai criador, Filho salvador e Espírito Santo consolador e condutor da igreja. Distintas em suas funções, mas plenamente um só Deus. Na Bíblia vemos a ação da trindade em passagens como Gênesis 11.7: “Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros”. Lucas 3.21-22: “Quando todo o povo estava sendo batizado, também Jesus o foi. E, enquanto ele estava orando, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba. Então veio do céu uma voz: “Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado”.
A única distinção entre os membros da trindade é a forma como se relacionam entre si, e com a sua criação. Por isso tudo que existe foi criado segundo o decreto de Deus, foi criado para a sua glória, por intermédio da sua Palavra. Zacarias 1.6: “Mas as minhas palavras e os meus decretos, que ordenei aos meus servos, os profetas, alcançaram os seus antepassados e os levaram a converter-se e a dizer: ‘O SENHOR dos Exércitos fez conosco o que’ os nossos caminhos e práticas mereciam, conforme prometeu”.
A pessoa de Deus Pai
E esse Deus perfeito, de quem vem toda a inspiração, é imutável, santo, bondoso, verdadeiro, Espírito eterno, em quem tudo tem sua fonte, apoio e fim. Sua existência é autônoma, Salmo 90.2: “Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus”, infinito e onipresente. Salmo 139.7-10: “Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá.” Apocalipse 22.13: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim”. É um Deus bondoso, rico em amo e justo.
A pessoa de Jesus Cristo
Como segunda pessoa da trindade, Jesus Cristo, plenamente Deus e plenamente homem, encarnou para falar e mostrar a mais sublime mensagem da parte de Deus: “Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu
herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo” (Hebreus 1.1-2). Era o próprio Deus falando aos homens a sua mensagem de salvação, o verbo encarnado, que estava no princípio e tudo fez, como está escrito em João 1.1-3. Em Cristo estava toda plenitude de Deus: “Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9).
Além disso, Jesus também tinha uma natureza cem por cento humana, sujeita às mesmas paixões, emoções, raciocínio e sentimentos humanos. Ele chorou (João 11.35), experimentou o sofrimento, conforme Isaías 53.3: “Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima”. Foi tentado em tudo, mas não pecou: “Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca” (I Pedro 2.22). Isso era necessário, pois desde a queda do homem era necessária essa obra, feita apenas por um homem. E esse homem tinha que ser o próprio Deus. Por isso só através Jesus Cristo encontramos salvação: “Este Jesus é a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular. Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.11-12).
Em tudo, Cristo se humilhou e foi humilhado. Não fez isso para ser um mártir ou ter uma influência moral ou governamental. Sua morte foi vicária (I Coríntios 15.3), voluntária (Gálatas 2.20), pré-determinada (Atos 2.23), expiatória (Gálatas 3.13), propiciatória (I João 4.10), redentora (Gálatas 4.4-5) e substitutiva (I Pedro 2.24). Por esta razão, Cristo recebeu da parte de Deus o nome que é sobre todo nome. E toda língua há de confessar que Jesus Cristo é o Senhor.
Cristo manifestou-se na condição de profeta, sacerdote, e rei. Foi profeta porque anunciou a mensagem do Pai (João 8.26-28), falou de coisas futuras (Lucas 19.41-42). Sacerdote, quando possibilitou a salvação do homem, não por meio do sangue de animais, mas pelo derramar do seu próprio sangue: “Dia após dia, todo sacerdote apresenta-se e exerce os seus deveres religiosos; repetidamente oferece os mesmos sacrifícios, que nunca podem remover os pecados. Mas quando este sacerdote acabou de oferecer, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus. Daí em diante, ele está esperando até que os seus inimigos sejam colocados como estrado dos seus pés; porque, por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hebreus 10.11-14). Como rei, ele governa, está sentado à destra de Deus e virá julgar vivos e mortos.
A pessoa do Espírito Santo
Creio que o Espírito Santo é o condutor da igreja hoje, o ministério é dele. É ele quem tem direcionado, guiado, a igreja no decorrer de todos esses séculos, desde a ascensão de Jesus. O Espírito Santo é Deus. É ele que intercede pelos santos: “Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8.26). Sua obra consiste em convencer o homem do pecado, do juízo e da justiça de Deus (João 16.1-11). Na vida do crente, é Ele quem regenera, produz o fruto espiritual, possibilita comunhão com Deus, derrama dons na igreja de acordo com a necessidade e, principalmente, faz morada (I Corintios 6.15-19).
O homem
Creio na criação do homem como imagem e semelhança de Deus, no sexto dia. A criação do homem é diferenciada do restante da criação de Deus. O homem é constituído de corpo e alma: “Então o SENHOR Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente” (Gênesis 2.7). O homem foi criado com o único propósito: glorificar a Deus: “todo o que é chamado pelo meu nome, a quem criei para a minha glória, a quem formei e fiz” (Isaías 43.7). Puro e num relacionamento direto com Deus, o homem, num ato de livre escolha, pecou contra Deus, depois de ser tentado e ceder ao diabo. Esse pecado trouxe conseqüências gravíssimas. A primeira delas é a morte, como diz Romanos 6.23. O pecado é um mal moral que entrou no mundo através de Adão. Por isso, hoje, diferente de Adão, todos nós somos gerados no pecado (Romanos 3.23). Essa condição é chamada de pecado original, pecado que acarreta a culpa original e nos separa da plena comunhão com Deus. Por isso, só através do sangue de Cristo recuperamos o estado de comunhão com Deus. Isso se chama salvação.
A Salvação
A salvação só pode se dar através da graça de Deus, por meio da conversão, o ato de se arrepender-se dos pecados e ter fé na pessoa bendita de Jesus. Sem esse arrependimento e essa fé em Jesus não existe salvação. A graça comum não é capaz de salvar o homem, ela é a manifestação de Deus sobre salvos e não salvos. Diferente da graça da especial, voltada para aqueles que são salvos: “Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mateus 5.45b). No ato da salvação somos regenerados, somos transformados: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (II Corintios 5.17). Mas essa salvação tem um caráter jurídico, porque o pecado nos condenou à morte, mas Cristo pagou esse preço em nosso lugar e nos absolveu, tornando-nos justificados: “e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz, e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz” (Colossenses 2.14-15). Após o passo da conversão, onde houve a regeneração e a justificação, o crente passa ao momento da santificação. Esta acontece em um ato inicial na vida do crente, mas vai se desenvolver por toda sua vida: “Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna” (Romanos 6.22). Por fim, a salvação se completa na glorificação. Esta consiste na nossa transformação total, quando chegaremos à plenitude, à perfeição com Cristo. Isso se dará na volta do Senhor: “A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia” (Provérbios 4.18).
O Diabo
Tenho certeza e acredito que todo cristão tem um grande inimigo. Como diz o apóstolo Pedro, em sua primeira epístola, no capítulo 5 e verso 18, ele é como um leão cruel e devorador, rugindo a procura de uma vítima que possa devorar. A Bíblia traz claras evidências sobre a sua manifestação, no mundo físico: “Então Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, um dos Doze”, (Lucas 22.3). Mas também no mundo espiritual: “Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência” (Efésios 2.1-2). O maligno é o pai da mentira, sua missão é matar, roubar e destruir. Por isso, não podemos dizer que somos tentados por Deus, porque Deus não pode ser tentado e a ninguém tenta. Mas somos tentados por nossas paixões. Satanás, que é chefe de demônios, por um ato de rebelião, foi expulso do céu: “O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra” (Apocalipse 12.9). Mas ele é um inimigo derrotado. E, já condenado, vai para o inferno, pois o inferno foi criado para ele e para seus anjos: “Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno preparado para o Diabo e os seus anjos” (Mateus 25.41).
A Igreja de Cristo
Entendo que a Igreja de Cristo é composta por todos aqueles que são lavados e remidos pelo sangue de Cristo. Sejam pobres e ricos, negros, brancos, orientais ou ocidentais, de denominação A ou B. Igreja de Cristo são todos aqueles que fazem parte do seu corpo. Efésios 1.22 diz: “Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou cabeça de todas as coisas para a igreja”. Ela é uma comunidade dos que foram lavados de todo o pecado pelo sangue de Jesus e o confessam como único salvador. 1 João 1.7: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” Este é o sentido universal da Igreja de Jesus Cristo. Como nos fala Atos 9. 31: “A igreja passava por um período de paz em toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Ela se edificava e, encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número, vivendo no temor do Senhor.” Ela e um organismo vivo e dinâmico, mas também tem o seu sentido local.
A Igreja anda unida com a finalidade principal de adorar e cultuar a Deus, obesrvando e praticando as ordenanças de Jesus: o Batismo e a Ceia. Este primeiro é realizado por imersão depois da pública profissão de fé. O batismo é um simbolismo, mostra a morte e o sepultamento do velho homem e a ressurreição para uma nova vida em Cristo: “Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição” (Romanos 6.3-5). A ceia do Senhor é um cerimonial comemorativo praticado por toda igreja reunida, que proclama a morte de Jesus, simbolizada pelos elementos do pão e do vinho (Mateus 26.26.29).
A principal missão da Igreja no mundo é a proclamação do Evangelho de Cristo e a formação de discípulos do Senhor Jesus. Junto a esse chamado está o compromisso de ensinar a Palavra de Deus, doutrinando aqueles que se juntam ao rebanho. Neste processo, destacam-se ações como a disciplina. A disciplina na igreja tem um caráter preventivo (Mateus 18.15), corretivo (Gálata 6.1) e cirúrgico (Mateus 18.17). Entre os os papéis da Igreja, estão ainda o de comunhão e responsabilidade social. Nós somos sal e luz do mundo, temos que temperar e mostrar o caminho iluminado a esse mundo, temos que lembrar que fomos separados para a boa obra de Cristo, por isso somos santos. Mas não somos retirados desse mundo, como afirma o mestre em João 17. A Igreja marcha contra as portas do inferno (Mateus 16), ela está na posição de ataque e não de defesa. Nós temos que entender que somos embaixadores de Cristo (II Corintios 5.20), a representação do reino de Deus nessa terra. Por isso, a igreja é profética, ela consola os oprimidos e denuncia os opressores.
Partindo desses conceitos, a Igreja Batista recebe em seu rol de membros aqueles são biblicamente batizados. O batismo é uma das condições para ser membro de uma igreja batista. Segundo sua declaração doutrinária, os Batistas acreditam que a Igreja é constituída por pessoas de livre vontade. É uma comunidade que crê que a liberdade religiosa não pode sofrer qualquer ingerência de autoridade humana. Sendo assim, igreja e estado devem estar completamente separados, o Estado é laico e a igreja é livre. A Igreja Batista entende a Bíblia como única regra de fé e prática. Ela é uma comunidade local, democrática, autônoma, com uma conduta de cooperação entre as igrejas batistas. Sua relação com outras denominações e instituições acontece desde que isso não afete os princípios bíblicos e doutrinários. Também acredita na responsabilidade individual diante de Deus. Nas igrejas batistas existem dois ministérios oficiais: o pastorado e o diaconato.
O Ministério pastoral
Creio no sacerdócio universal de todo crente. Entretanto, creio que Deus escolhe, chama e separa certos homens para o serviço distinto e singular do Santo Ministério da Palavra. O pastor de ovelhas é responsável pelo rebanho de Cristo e um dia prestará contas a Ele. De acordo com a Palavra de Deus ele deve ter um caráter irrepreensível, moderado e sensato. Tem de ser respeitável, hospitaleiro, pacífico, apto para ensinar e não apegado a este mundo. Além disto, é necessário que goze de boa reputação entre os de fora, seja marido de uma só mulher e governe bem a sua casa (I Timóteo 3.1-17). A respeito disso, o apóstolo Pedro falou: “Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho” (I Pedro 5.2-3).
Escatologia – a doutrina das últimas coisas
Na história cristã, existem três pensamentos sobre o milênio.
1) Pré-milenismo: segundo este conceito, a segunda vinda de Jesus inicia os mil anos, período em que Cristo reinará sobre a terra, com uma presença que será física e material. Os seguidores desse pensamento fazem uma tradução literal de Apocalipse 20.4-6. Este texto afirma que Cristo governará durante mil anos ao lado daqueles que lhe foram fiéis até a morte. Os pré-milenistas acreditam que neste período haverá grande paz e ruptura com os momentos caóticos que lhe precederem.
2) Pós-milenista: de acordo com essa corrente, os mil anos não são literais, mas ocorrem no coração do homem. A eficácia do evangelho, seguida pela mudança do caráter do homem, caracterizaria o reinado de Cristo, um reinado sobre a vida de cada indivíduo regenerado que impactaria a terra, trazendo justiça e paz. Para os pós-milenistas, a segunda vinda de Jesus é posterior a estes fatos.
3) Amilenismo: os defensores desta idéia acreditam que não haverá um reinado terreno de Cristo na Terra. Este período seria, na verdade, a era da igreja e, portanto, já estaria sendo vivido. Para os amilenistas, a segunda vinda de Jesus será seguida do julgamento das nações.
Eu acredito na parusia. Acredito que a segunda vinda de Cristo será:
A) Pessoal:
“E eles ficaram com os olhos fixos no céu enquanto ele subia. De repente surgiram diante deles dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: `Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado aos céus, voltará da mesma forma como o viram subir`” (Atos 1.10-11).
B) Física:
“Assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam” (Hebreus 9.28).
C) Repentina:
“Pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite” (1 Tessalonicenses 5.2).
D) Visível, gloriosa e triunfante:
“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória” (Mateus 24.30).

