Quinta-feira, Abril 26, 2007

079: MENSAGEM PRESBITERIANA SOBRE ABORTO E HOMOFOBIA

Segue postagem contendo o manifesto da Igreja Presbiteriana do Brasil sobre aborto e homofobia.


MENSAGEM PRESBITERIANA SOBRE ABORTO E HOMOFOBIA


Na qualidade de Presidente do Supremo Concílio da IGREJA PRESBITERIANA DO
BRASIL, diante do momento atual em que as forças organizadas da sociedade manifestam sua preocupação com a possibilidade da aprovação de leis que venham labutar contra a santidade da vida e a cercear a liberdade constitucional de expressão das igrejas brasileiras de todas as orientações, venho a público MANIFESTAR quanto à prática do aborto e a criminalização da homofobia.

I – Quanto à prática do ABORTO, a Igreja Presbiteriana do Brasil reconhece que muitos problemas são causados anualmente pela prática clandestina de abortos, trazendo a morte de muitas mulheres jovens e adultas. Todavia, entende que a legalização do aborto não solucionará o problema, pois o mesmo é causado basicamente pela falta de educação adequada na área sexual, a exploração do turismo sexual, a falta de controle da natalidade, a banalização da vida, a decadência dos valores morais e a desvalorização do casamento e da família.
Visto que: (1) Deus é o Criador de todas as coisas e que, como tal, somente Ele tem direito sobre as nossas vidas; (2) ao ser formado o ovo (novo ser), este já está com todos os caracteres de um ser humano, e que existem diferenças marcantes entre a mulher e o feto; (3) os direitos da mulher não podem ser exercidos em detrimento dos direitos do novo ser; (4) o nascituro tem direitos assegurados pela Lei Civil brasileira, e sua morte não irá corrigir os males já causados no estupro e nem solucionará a maternidade ilegítima. Por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante.

II – Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil, não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.



Patrocínio, Abril de 2007 AD.
Rev. Roberto Brasileiro
Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil

Sexta-feira, Abril 20, 2007

078: Pr. Waldemiro Tymchak, Sr. Missões, guerreiro de Deus.

Hoje pela manhã faleceu o Pastor Waldemiro Tymchak, secretário executivo da JMM (Junta de Missões Mundiais) da CBB (Convenção Batista Brasileira). Foi morar com o Senhor após 18 anos de luta com câncer. Tive a oportunidade de estar no culto funebre às 14:00hs da tarde na capela do STBSB (Seminário Batista do Sul). A capela estava lotada, com pessoas de vários lugares. O Pr. Israel Belo dirigiu o culto e o Pastor Manoel Xavier pregou a mensagem em Apocalipse 5 , fazendo a exposição do capítulo comparando com a visão missionária do Pastor Timchak, ou como era carinhosamente chamado Sr. Missões. Foi uma mensagem muito profunda e consoladora. O culto foi abençoado com boas músicas em um clima de saudades porém de consolo pela certeza da morada eterna do pastor. Pastor Tymchak foi secretário executivo da JMM desde 1979 e era um guerreiro em relação a missões. Sempre incentivando as igrejas a se envolverem com a obra missionária, Deus usou muito esse homem para levantar a obra missionária entre os batistas brasileiros. Sempre animado, encorajava as igrejas a levantarem campanhas e sustentarem os missionários que propagam o evangelho de Cristo ao redor do mundo e nos ultimos anos na janela 10/40 onde a Junta concentrou boa parte dos esforços. Sempre viajando para visitar os missionários e pregar nas igrejas sobre missões. Creio que foi recebido na glória! Creio que o Senhor lhe deu sua coroa. O Bispo anglicano Robinson Cavalcanti escreveu um artigo na Revista Ultimato entitulado Seminaristas: Uma geração sem heróis. O conteúdo do artigo está excelente e bem diagnosticado, porém posso dizer que Pastor Timchak foi um gigante e um herói para todos nós crentes, seminaristas, pastores batistas e cristãos em geral. Um exemplo de um homem com o coração na obra de Deus. Descanse em paz, Pastor, breve nos encontraremos.
Para saber mais sobre a vida do Pastor Timchak clique aqui.

Quinta-feira, Abril 12, 2007

077: Projeto Sul de Minas - Modelo de eclesiologia, práxis e cooperação.

O Novo Testamento mostra com clareza , principalmente nas cartas de Paulo, principios de cooperação entre as igrejas de Cristo. Pastor Gilson Santos, em seu blog Ex Corde escreveu um artigo com ênfase entre os batistas sobre a temática da autonomia da igreja local e o mandamento da cooperação (vide artigo n.0 88 no blog dele). Considerando o artigo indicado como excelente em seu conteúdo e urgente quanto a sua necessidade, procuro relatar aqui uma experiência vivida na semana após o feriado de carnaval pregando a Palavra de Deus no Sul de Minas.
O projeto Sul de Minas , coordenado pelo Pastor Gilvair Baqueiro e sua esposa Maria Lúcia (PIB em Extrema-MG) foi uma iniciativa da Igreja Batista em Monte Verde, Camanducaia-MG, liderada pelo Pastor "Fritz" Kriger em parceiria com igrejas batistas em Cambuí, Extrema e congregações em Pouso Alegre e Itapeva, junto a PIB em Atibaia e o Seminário Bíblico Palavra da Vida em Atibaia-SP. Essa região do Sul de Minas é fronteira com São Paulo.
A idéia é identificar cidades onda não há igrejas batistas, ou até mesmo evangélicas para plantação de igrejas, como por ex. Munhoz, Toledo e Estiva. Além disso, existe uma congregação batista em Pouso Alegre precisando de fortalecimento e uma congregação batista em Itapeva-MG que não se encontra com obreiro (essa foi a motivação do convite para minha pregação lá) sendo o único trabalho batista nessa cidade de uns 8.000 habitantes.
A PIB de Atibaia , sendo uma igreja próspera e missionária, ajudará com recursos e com sua equipe de missões nesse projeto, realizando trabalho de evangelismo e capacitação, junto também aos seminaristas do Palavra da Vida, que terão no projeto Sul de Minas, oportunidades para o estágio ministerial, obrigatório no curso do seminário.
Ainda que cada igreja e até mesmo o seminário seja autonomo e independente, ambos obedecem os principios bíblicos de cooperação mútua em prol do Reino de Deus. Essa cooperação não se da apenas no âmbito institucional, mas também no cuidado, relacionamento e no pastoreio de pastores seguindo o discipulado não apenas como um conceito, mas um estilo de vida. Ali, pude perceber um interesse intenso em ver a obra de Deus se expandir naquele local e uma preocupação de igrejas fortes ajudarem igrejas mais fracas em quantidade e recursos. Vi uma preocupação em colocar estudantes de teologia ao trabalho para aplicarem seus labores teológicos no campo e na seara. Percebi com meus próprios olhos uma filosofia de ministério orientada pelo Novo Testamento (e porque não, aplicada pelos puritanos, como por ex. Richard Baxter em "O Pastor Aprovado").
Amados leitores, pela graça de Deus fui convidado pela Igreja Batista em Monte Verde, Camanducaia-MG a ajudar a Congregação Batista em Itapeva-MG. Darei inicio ao meu auxilio em Maio e peço a oração de todos.

Sábado, Abril 07, 2007

076: Pérola de "Confissões" de Agostinho

Pergunta: O que Deus fazia antes de criar os céus e a terra?
Resposta: Criava a Geena para os que questionavam os profundos mistérios de Deus, ou seja, criava o inferno para os que duvidavam.