Segunda-feira, Novembro 27, 2006

059: Seminário Batista do Sul e a autorização pelo MEC do curso de bacharel em teologia

No dia 13 de Novembro desse ano saiu o decreto de autorização do curso de teologia do Seminário Batista do Sul no Rio de Janeiro pelo MEC. Segue a nota oficial abaixo.
"MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOSECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIORPORTARIA Nº 907, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2006O Secretário de Educação Superior, usando da competência que lhe foidelegada pelo Decreto nº 5.773, de 9 de maio de 2006, e tendo em vistao Despacho nº 1.973/2006, do Departamento de Supervisão do EnsinoSuperior, conforme consta do Processo nº 23000.010271/2003-20,Registro SAPIEnS nº 20031006718, do Ministério da Educação, resolve:Art. 1º - Autorizar o funcionamento do curso de Teologia, bacharelado,com 200 (duzentas) vagas totais anuais, nos turnos diurno e noturno,em turmas de, no máximo, 50 (cinqüenta) alunos, a ser ministrado pela Faculdade Batista do Rio de Janeiro, na Rua José Higino, nº 416,bairro Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro,mantida pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, com sede nacidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro.Art. 2º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
NELSON MACULAN FILHO"
Creio ser uma boa realização para os pastores, teólogos e estudantes da denominação batista. O teólogo/pastor pode ser aceito agora como nível superior, pois no curso estudamos muito não só sobre questões referentes ao nosso texto sagrado mas outras ciências humanas além de ter uma ampla e variada carga de leitura que nos faz capaz de dialogar com universitários.
Além disso, como a eclesiologia da nossa denominação é congregacional (autonomia da congregação local), quem pastoreia igrejas pequenas , em lugares carentes ou não, pode prestar um concurso píblico a nível de ensino superior para complementar a renda visto que não há um programa denominacional para apoio de igrejas pequenas.
Sem falar que pode acontecer dentro de 5 anos, mais ou menos, que qualquer instituição que oferecer cursos de bacharel e não for credenciada pelo MEC poderá receber processo juridico da parte de estudantes. Mas isso é opinião de cunho pessoal, nenhuma informação objetiva.
No seminário, agora Faculdade Batista do Rio de Janeiro tem seu curso de pedagogia reconhecido ,agora teologia autorizado e música sacra deve ser o próximo alvo.
Dentro dessas informações que foram colocadas, qual a influência disso para o futuro pastor ou vocacionado? Quais as implicações disso para as igrejas batistas? Não são perguntas faceís de responder, mas como sujeito pensante, arrisco alguns palpites:

  1. Embora seja a favor do reconhecimento como aluno da instituição, temo maior "secularização" do conhecimento em sala de aula e a perda definitiva do propósito da faculdade de teologia, formar pastores e pregadores da Palavra. As igrejas mandam os vocacionados para o seminário para o preparo ministerial mas o jovem volta para sua congregação após o curso sem saber direito dirigir uma assembléia ordinária, nuances de igreja ou prega um sermão com a citação de inúmeros teólogos e filósofos mas não consegue entender as necessidades do povo e da comunidade onde serve. Claro que esse é um ponto e um problema mais amplo que faz parte da própria educação brasileira. Mas tem de se levar em conta o propósito da formação. Pregadores como Spurgeon e D.M. Lloyde-Jones não sentaram em banco de seminários. Não estou desmerecendo a formação teológica, até porque as igrejas carecem de mais maturidade teológica, mas a crítica aqui é quanto a ênfase e a potencialização do conhecimento passado no curso de teologia as vezes canalizado meramente para a acadêmia e não para a igreja. Acredito que a espinha dorsal do curso de teologia poderia ser mais praxista com leituras sobre ministério e espiritualidade, claro que não esvaziando a teologia sistemática e histórica, exegese e línguas originais e outras áreas do saber teológico. Digo isso porque a maioria dos alunos que procuram o curso querem exercer ministério.

  2. O reconhecimento gera o problema quanto a contratação de docentes. Infelizmente, os liberais , pelo menos no Brasil, tem mais cursos credenciados pelo MEC. Nesse sentido nós conservadores ficamos para trás, eu acho. Isso torna a formação do aluno vulnerável ao liberalismo teológico que mata e destroi a igreja , desconstroí e não coloca nada no lugar. Como sou a favor do reconhecimento, oro para Deus levantar mais e mais crentes vocacionados a docência teológica com erudição acadêmica e comprometido com as Escrituras Sagradas. Sei que existem muitos, porém conheço poucos no Rio de Janeiro, minha área de atuação.

  3. O fator positivo, como escrevi anteriormente é a possibilidade do Pastor com diploma de nível superior e que pastoreia igrejas pequenas (realidade muito comum nas igrejas batistas do campo carioca) conseguir sustento em estudos de pós-graduação e docência ou prestando concurso público. É um fenômeno muito comum pastores batistas dirigirem taxi,por exemplo para complementarem a renda de sua família. Nesse sentido é um grande feito a autorização e o futuro reconhecimento do curso de teologia pelo MEC, embora creio que o ideal por vários motivos e que escreverei num futuro próximo seja o ministério integral, sei que na prática as coisas são mais difíceis, até porque temos o fenômeno de igrejas que exoneram os pastores ou oprimem a família porque este não participa de tais jogadas políticas articuladas pelos líderes da igreja (sei que o contrário também acontece).

  4. Incentiva a conservadores a estudarem e se capacitarem mais academicamente. É necessário o estudo e maior preparo teológico sim do Pastor para ministrar com piedade e erudição a congregação. O pastor que crê na inerrância das Escríturas e na sua suficiencia não deve relaxar nos estudos e deixar de se atualizar teologicamente por causa do desgaste das atividades ministeriais. Devemos ter docentes e pastores bem preparados sim para o Reino de Deus.
No entanto, o Seminário do Sul tem contratado professores comprometidos com a verdade bíblica, as novas turmas estão compostas de alunos mais consagrados ao Senhor e o liberalismo teológico vai perdendo aos poucos espaço na instituição. Mas tem muito ainda a se fazer.
Que Deus abençoe o seminário e conceda graça para um avivamento nas igrejas.
Sobre educação teológica indico um artigo de um co-blogueiro do Tempora Mores publicado na revista Fides Reformata.
Termino com uma frase do Pr. Dr. Russell Shedd: "A finalidade última da educação teológica é a glória de Deus".

Segunda-feira, Novembro 20, 2006

058: A Centralidade da Palavra de Deus na adoração

A Centralidade da Palavra de Deus na adoração

Texto e leitura: Neemias 8: 1-12

Introdução:

Existe uma diferença singular quando Deus visita seu povo de maneira poderosa! As vezes soluções faceís e pragmáticas são oferecidas para um reavivamento espiritual. Auto-ajuda tem tomado o lugar da centralidade da Palavra de Deus na adoração ao Senhor. A teologia da prosperidade tem dominado grande parte do cenário evangélico. Porém Deus tem a sua maneira de trabalhar o Seu povo quando o visita de maneira poderosa, colocando sua Palavra no centro da adoração. É esse o tema da exposição essa noite.


  • Livro escrito por Esdras em conjunto com livro de Neemias.

  • Data: entre 430-400 a.C.

  • O propósito do livro é encorajar judeus regressos do cativeiro babilônico (durante um período de 70 anos) que se instalaram em Jerusalém e arredores.

  • A estrutura narrativa do texto lido se divide em duas partes: 1-) vs 1-8 qual Esdras lê o livro da Lei em público e os levitas explicam a lei ao povo de Deus 2-) Neemias exorta o povo a alegria e adoração.

  • Para alguns estudiosos, esse momento aconteceu 52 dias depois da reconstrução dos muros de Jerusalém.

  • Desse contexto nasce a estrutura do judaísmo como conhecemos.

  • Deus renova aliança com Seu povo. Reino, pacto e mediação. Deus sempre fez uma aliança com o indíviduo caído e alienado da glória de Deus, ou seja, pecador. Aliança: Noé, Abraão, Moisés, Davi e Cristo (sangue da nova aliança). Centralidade da Lei de Deus na renovação da aliança (Ex. Rei Josias e a reforma no templo, 2 Cr 34).

Era o chamado período pós-exílico. Esdras era sacerdote e Neemias governador. Um era o expositor da palavra e o outro o líder do povo. Ambos se completavam e se auxiliavam mutuamente no serviço para o Reino de Deus e foram usados como instrumentos nas mãos de Deus para a renovação da aliança que gerou um período de avivamento e despertamento espiritual no meio do povo de Israel. E foi um despertamento que tinha a Palavra como centro.

Em primeiro lugar, a centralidade da Palavra de Deus na adoração põe o indivíduo em seu lugar: prostrado, inclinado e reverente ao Senhor.
Versículo 6.

Quando aprendemos sobre a Palavra de Deus, entendemos que Deus não pode ser alcançado pelos nossos pensamentos mas que em sua infinita misericórdia se revela a nós no texto sagrado. A Bíblia nos revela quem Deus é, Sua lei que reflete Seu caráter santo , sua providência e governo que rege sua criação. Mas a Bíblia revela quem o ser humano é , sua incapacidade de glorificar a Deus por si mesmo e que não tem nenhum mérito diante do Senhor. Mas também está revelado a graciosa aliança divina , a nova aliança através do sacrifício de Cristo como substituição pelos pecados daqueles que o confessam como Senhor e Salvador de suas vidas. Essa nova aliança nos faz tremer diante de Deus! Ela nos faz encantados com tamanha graça e coloca em nosso coração o temor do Senhor como princípio de vida (Pv 1:7).

Aquele povo estava completamente cansado por causa da empreitada da reconstrução do muro de Jerusalém sob a liderança de Neemias. A motivação era exatamente uma reforma no meio de Israel. E depois da reforma eles contemplaram com temor o aprendizado da Lei.

Acredito que todos os crentes tem de alguma forma ou de outra ser assíduo e ativo em sua igreja, dentro das possibilidades e limitações de cada um. Mas diante da Palavra todos devem ter temor. Pr. Russell Shedd diz que quando a Palavra é exposta, o próprio Deus está falando com o seu povo! A palavra de Deus, não a palavra do pregador, lógico sendo este um instrumento. Diante do Deus que se revela percebemos que nada somos, que dependemos Dele, dependemos completamente e inteiramente de Sua graça. Graça que esvazia nosso orgulho, que nos põe em nosso lugar e que noz faz temer e tremer estar diante de Deus. Moisés quando viu a sarça arder ficou magnificado com a glória de Deus, Isaías sentiu o mesmo diante de seu chamado profético. esse é o efeito da Palavra, de quando o Senhor fala conosco!

Em segundo lugar, a centralidade da Palavra de Deus na adoração gera entendimento em seu povo.
Versículo 8.

Os levitas explicavam o que era lido ao povo de Deus. A Lei era ensinada de maneira que todos entendiam o que estava escrito. Todos eram imersos no ensinamento da Lei de Deus que refletia Seu caráter santo. Assim deve ser o povo de Deus, crescer na graça e no conhecimento de Cristo (2 Pe 3:18), amarás a Deus com toda força, coração e entendimento (Mt 22:37). Mas nem sempre a igreja de Deus foi assim.

No dia 31 de Outubro, comemorou-se 489 anos da reforma protestante. No século XVI, a igreja de Cristo se encontrava imersa em um monte de tradições e ensinos heréticos sobre salvação pelas obras e vendas de indulgências (relíquias sagradas) que obscureciam o ensino da salvação pela graça de Deus através da fé. Um homem chamado Martinho Lutero fixou 95 teses na porta de sua igreja em Wittemberg e teve como a batalha de sua vida que a igreja de Cristo fosse regida pelo princípio da Sola Scriptura, somente as Escrituras como regra de fé e prática e suficiente para os assuntos da salvação.

Mas hoje, quase 500 depois, a igreja evangélica parece querer perder esse rumo.

Por um lado, ensinamentos subjetivos de auto-ajuda tem tomado o lugar da pregação da Palavra e o evangelho pregado nos púlpitos tem sido psicologizados, querendo tornar as Escríturas cativas do período relativista que chamam de pós-modernidade, usamos a Bíblia para os nossos interesses em vez de tornamos nosso ser cativos a ela.

Por outro lado, as vezes corremos o risco de andarmos em contra mão da reforma substituindo a Palavra pela tradição, deixando de lado a Palavra e sedendo para uma ortodoxia batista, sem reflexão, carecendo de fundamento bíblico. Não que eu seja contra a tradição. Fui convertido debaixo dela e chamado para servir nela, advogando seu imenso valor. Porém a tradição deve ser olhada criticamente , de joelhos dobrados, a luz das Escrituras Sagradas.

Um povo crente com o entendimento da Palavra vive amadurecimento espiritual. Vive uma fé com a mente e com o coração, crescendo saudavelmente na plenitude do varão perfeito que é Cristo. não se deixando levar por ventos de doutrina e por qualquer ensinamento.

Em terceiro lugar, a Centralidade da Palavra de Deus na adoração incentiva a alegria do povo.
Versículo 9b;10;11b.

Ainda que tenham feito um bom trabalho na reconstrução do muro de Jerusalém sob a liderança de Neemias, aquele povo estava sofrendo um momento de desânimo em suas vidas. Também, ver seu país, seu povo e uma geração ser dissipada pelo povo da Babilônia, tornados vassalos e escravos, vendo um massacre sanguinário, sabendo ainda que era juizo de Deus e ainda no momento da reconstrução sofrendo conspirações por povos invejosos e desejosos de não ver o progresso daquela obra, não era para menos.

Mas Deus renovou a aliança com aquele povo! Eis o motivo de alegria e jubilo. O Apóstolo Paulo, aprisionado em Roma (52 d.C.), escreveu sua carta de cunho mais pessoal para uma comunidade que vivia um momento de desânimo por causa de perseguição da parte de maus obreiros. Paulo os chama a alegria, o tema principal da carta. “Alegrai-vos, outra vez digo alegrai-vos” (Fil 4:4) escreve o Apóstolo. Esse é o eixo central da carta, o ponto de leitura e interpretação. Alegria frente ao desânimo.

Meu amado, minha amada, Deus te chama a alegria! Pode você estar vivendo e sofrendo com desânimos: Uma dificuldade de ordem econômica-financeira, uma crise ou carência emocional, problemas com a saúde ou de origem famíliar, seja qual for a sua batalha, Deus usa a sua Palavra com poder para re-animar o seu coração e reavivar a alegria da salvação comprada com o sangue da nova aliança em Cristo na cruz do calvário. Esse sangue nos trás segurança, nada nos separa do amor de Deus (Rm 8:39).

Conclusão:
Em toda a história, seja na Bíblia , seja no período pós-Bíblia, a Palavra de Deus foi central em períodos de despertamento espiritual. Não foi diferente com a empreitada da reconstrução sob a liderança de Neemias e o ministério sacerdotal de Esdras. Não será diferente na nossa igreja brasileira hoje, não será diferente na minha igreja, na vossa igreja e nas nossas vidas. Queremos despertamento espiritual e re-animação no Espírito? Busquemos a Palavra! Ela aquecerá os nossos corações, nos levando a temer a Deus, a entender mais sobre o caráter santo Dele e a festejar e nos alegrar com a salvação , dádiva da graça, nova aliança de Deus para com o seu povo.
Tema, Entenda e Alegre-se! Que Deus coloque esses atributos e virtudes em vossos corações.
Deus vos abençoe!
Sermão proferido no congresso da juventude da PIB da Barra da Tijuca , domingo dia 19/11 no culto vespertino. As aplicações e algumas ilustrações não estão incluídas.

Quinta-feira, Novembro 16, 2006

057: A Igreja de confissão neo-ateísta!

Na revista Época foi publicada uma matéria entitulada: A Igreja dos novos ateus.
Essa reportagem divulga o trabalho de ciêntistas americanos Daniel Dennett, Sam Harris e Richard Dawkins. O primeiro deles escreveu um livro entitulado Quebrando o encanto. Ele expõe três argumentos:

  1. "Um dos raciocínios para amparar o discurso ateu, adotado principalmente por Dennett, é que ficaria difícil acreditar num Deus diferente para cada religião."
  2. "Segundo o biólogo darwinista, qualquer inteligência criativa suficientemente sofisticada para projetar algo só se desenvolve após um longo processo de evolução gradual."
  3. "O terceiro argumento - o mais explorado - é que simplesmente não há nenhuma evidência concreta da existência de Deus. Tanto Dennett quanto Dawkins usam a metáfora de Bertrand Russell: dizer que Deus existe é como afirmar que há uma xícara de chá em órbita do Sol, entre a Terra e Marte, mas ninguém pode vê-la. Segundo eles, ambas as hipóteses (da xícara e de Deus) seriam improváveis porque contrariariam as leis conhecidas da natureza e porque seriam difíceis de provar."
Antes de discutir esses pressupostos a luz da minha fé qual entendo ser o axioma e princípio epistemológico para a leitura da realidade gostaria de dizer que Karl Popper, Tomas Kuhn e Michael Polany já escreveram que a ciência não prova nada, sendo ela um mito. Isso já faz alguns anos.

Ainda que eu não concorde com o pensamento de Rubem Alves, mas li em seu texto Enigma da Religião , que a modernidade e o racionalismo iluminista não respondeu os dilemas da existência humana. O indíviduo pós-moderno é aberto ao místico e ao mistério. É comum em nossos dias ver um ciêntista com uma bola de Cristal em sua casa. Isso só comprova que o ser humano é espiritual e tem o que Calvino chama de sensus divinatus (senso de divindade).

Quanto ao primeiro argumento, lembro em meu concílio para ordenação, me perguntaram sobre a singularidade de Cristo na salvação e respondi que as religiões nada mais são do que Babel, o homem tentando encontrar Deus com as próprias pernas, e que no cristianismo, pela graça , Deus se revela ao homem pecador.

Deus é eterno! Sempre existiu acima do tempo. Nossa mente pecadora não entende em plenitude esse mistério. Ele diz: EU SOU O GRANDE EU SOU! Não pode ser plausível a mente limitada do homem. O fato de Deus ser eterno e não ter uma origem dentro do tempo não pode ser usado como argumento para absolutizar a não-existência de Deus.

Quanto ao terceiro argumento, realmente não se pode provar a existência de Deus de maneira objetiva. Kant fez cair por terra os argumentos de Tomás de Aquino segundo analíse dos filósofos e pensadores. Mas dizer que Ele não existe apenas pelo fato de não-se-poder-provar é um argumento categórico, pois nínguem provou a não-existência de Deus objetivamente. Deus é um ser pessoal e longe da compreensão humana se revelando na história na pessoa de Cristo e em feitos e realizações mais diretas no AT, em sua Palavra, e em sua providência em toda história (claro que acredito em poderosos feitos de Deus hoje).

Dizem que o próprio Darwin dizia ser mistério a origem da vida! Não acredito no sucesso da cruzada neo-ateísta! E haja fé para crer nesses argumentos! Prefiro ficar com os argumentos de Francis Schaeffer quanto ao problema epistemológico e a beleza do cristianismo como a verdade sistematizada e revelada!

Deus existe e reina para todo sempre!

Soli Deo Gloriae!

Sábado, Novembro 11, 2006

056: Discípulo da Escrítura na escola do Espírito: Nem tradicionalismo e nem renovação carismática.

Ineressante quando conheço alguém tomando café na padaria ou dentro do ônibus/metrô e me identifico como evangélico sou indagado com duas perguntas: A 1a é - Qual a sua igreja? R: Batista e a 2a - Tradicional ou renovada? R: Tradicional. Mas guio o assunto para temas mais centrais da fé cristã e tento tornar a conversa bem edificante para o indagador.
Mas não é algo tão simples assim de se resolver. O que significa ser tradicional ou renovado? Quem está certo? Será que a eclesiologia tradicional está descontextualizada para os tempos pós-modernos e os grandes centros urbanos? Será que a renovação carismática não caiu no campo da subjetividade? Enfim, arrisco alguns pitacos aqui.
A denominação em que sirvo foi fundada por americanos da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos que enviaram missionários para o nosso país no final do século XIX. Nisso tais trouxeram a sua bagagem cultural como por exemplo os ricos hinos com profundidade bíblica mas também o ritmo e vestimentas vinculadas a cultura americana. Além disso, a igreja batista também foi constituída com regras parlamentares em asembléias administrativaas, diretoria estatutária e outros meios para um governo congregacional. Em matéria de teologia tinha calvinistas, dispensacionalistas, avivalistas e adeptos da tradição pietista. (As vezes todas esssas juntas). Nisso, pessoas foram ganhas para Cristo mas ficou a mentalidade católica da separação entre sagrado e profano e é comum em algumas igrejas batistas tradicionais, serem sacralizados os hinos, o templo físico, o terno e a gravata do pastor e enfim, vários outros ítens (não estou escrevendo que sou contra esses ítens em si - até porque não sou mesmo, porém minha intensão é tirar o status sagrado destes). Há uma dificuldade de se aceitar certas questões como cultural o que obriga a um pastor atuante no Rio de Janeiro por exemplo, no verão em Bangu ou Campo Grande usar terno e gravata quando a temperatura está em 40o. O tradicionalismo engessado e sem reflexão produz ortodoxia morta, legalismo e farizaísmo o que acaba abafando e esfriando a espiritualidade do povo de Deus. Um pastor amigo me disse que já foi membro de uma igreja batista que tinha uma fita métrica para medir o tamanho das saias das moças e se fosse menor que a fita a moça não entrava na igreja. (Não estou dizendo que sou a favor de mini saias dentro da igreja.).
Por outro lado, a renovação carismática surgiu na década de 60 quando pastores e irmãos começaram a ter experiências de falar em línguas e entenderam tal fenômeno como o batismo do Espírito Santo. Não entrarem no mérito da discussão cessacionismo e contemporanismo, embora entende sua função nesse debate. Tais pastores saíram (ou foram expulsos) da convenção e fundaram uma convenção de linha carismática , o que chamam de batista renovada. Igrejas foram divididas , por um lado, por causa da intolerância dos "tradicionais" e por outro, falta de reflexão por parte dos que tiveram a experiência do falar em línguas. Não vivi a época e não conheço de perto a história, portanto faço essa leitura por causa de informações em livros de história da igreja e sociologia do protestantismo brasileiro. Para mim é mais facíl críticar a parte tradicional porque estou de dentro, mas para tentar igualar os lados, a crítica que eu faria aos carismáticos (não generalizando) é que atentem para a pregação da Palavra de Deus como centro no culto e que zelem pelo conteúdo bíblico e teológico da letras das músicas e a buscarem o conhecimento cognitivo das doutrinas reveladas na Palavra de Deus sem perder o fervor e o entusiasmo por Cristo.
O título dessa postagem é uma frase atribuída a Calvino quando escrevia sobre a doutrina do testemunho interno do Espírito Santo convencendo o fiel da veracidade das Sagradas Escríturas. Essa doutrina faz parte da pneumatologia de Calvino. Espírito e Palavra andam de mãos dadas o que evita toda polarização nessa discussão. John Owen também escreve sobre o testemunho externo do Espírito Santo na Palavra de Deus. Jonathan Edwards, filósofo e teólogo puritano experimentou um intenso avivamento e o interpretou com muita sabedoria bíblica.
Minha oração é que Deus ajude a sua igreja a mergulhar na Sua Palavra e fugir dos extremos.

Segunda-feira, Novembro 06, 2006

055: Santidade - Um alerta aos ministro do evangelho.


"Tu porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constência, a mansidão." 1 Tm 6:11

Sexta feira surgiu no jornal uma matéria de um conhecido pastor na América do norte que teve seu adultério descoberto com um garoto de programa. O referido Pastor em seus 50 anos de idade, casado e com filhos, pastoreava uma grande igreja na América. Pediu perdão e se desligou .

Não quero julgar nínguem e nem posso fazer isso. Cabe a Deus saber se o perdão foi sincero mas o que desejo discutir aqui é o que levou a esse pastor a tal ato. Sei que também não posso e nem devo julgar isso. Mas é possível buscar na Palavra de Deus exortações aos ministros para que fujam de qualquer espécie de tentações. Esse ano eu soube de quatro casos de pastores de grande expressão e liderança que caíram em adultério e/ou estão se separação de seus conjuges.
O Apóstolo Paulo exorta o jovem pastor Timóteo a fugir das paixões da mocidade. As paixões da mocidade são oriundas dos frutos da carne (Gl 5: 19-21). A pressão no ministério é forte demais em relação a cobrança da igreja, membros que usam seus cargos de liderança como válvula de escape para frustrações emocionais e o próprio pastor pode passar um desgaste espiritual ou não ser nem convertido ao evangelho.

Timóteo é exortado a ser guiado pelo fruto do Espírito (Gl 5:22-23). Fruto que é condicional para alguém que aspira ser um obreiro de Deus. Então cabe o alerta aos pastores: Vigiem, busque o fruto do Espírito, sejam firmes com Deus e na Palavra. Sem santidade nínguem verá o Senhor. Aqueles que ensinam seram cobrados de acordo com o seu chamado. Diante disso creio que os pastores deveriam se ajudarem, se mentorearem, assim como Paulo fez com Timóteo. Infelizmente vejo pastores serem mundanos e carnais por abraçarem teologia liberal que esvaziam o cárater sobrenatural das Escríturas.

Se os pastores forem humildes, se juntarem para orar e militarem juntos pelo reino, sem competições, ansia pelo poder, essas quedas serão mais raras de acontecerem.

Que Deus ajude os pastores a ficarem firmes na Palavra e serem santos!

Pr. Juan de Paula,
espantado com o grau de depravação humana e encantado com a remissão dos pecados em Cristo Jesus.

Quarta-feira, Novembro 01, 2006

054: Ordenação Feminina

1 - Introdução: O problema

Existe o dilema nas igrejas batistas e de fé evangélica em toda parte do mundo e no Brasil sobre a questão da ordenação feminina, da consagração das mulheres ao exercício e ministério pastoral. A Bíblia é clara que a Igreja de Cristo seja qual vertente for, seja dirigida por uma liderança denominada presbítero no Novo Testamento, sinônimo de ancião e denominado Pastor pela comunidade. Mas existe um conflito quando se fala em delegação dessa autoridade as mulheres. Denominações no Brasil como a Igreja Evangélica Anglicana do Brasil (IEAB), Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB), Igreja Presbiteriana Independente (IPI), Igreja Presbiteriana Unida (IPU), Igreja Metodista do Brasil (IMB), Igreja Apostólica Cristo Vive e algumas comunidades independentes de persuasão carismática ou não adotam a ordenação de mulheres ao ministério pastoral sem restrições. Outras denominações como Igreja Evangélica Congregacional no Brasil (IECB), Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), Igreja Presbiteriana Conservadora (IPC), Igreja Presbiteriana Fundamentalista (IPF), Convenção Batista Brasileira (CBB), outros grupos batistas como Regulares, Bíblicos, Reformados, Independentes, Fundamentalistas e outros, Assembléias de Deus no Brasil, Igreja Universal do Reino de Deus e outras independentes ou não , carismáticas ou históricas, restringem a ordenação pastoral as mulheres. Algumas mais conservadoras restringem a mulher todo tipo de liderança e não a permite pregar, algumas restringem somente ao pastorado mas permite liderar, ensinar e servir com os dons dados pelo Espírito. O que está por trás de cada opinião? Será mesmo que a Bíblia restringe isso? Não é um problema cultural? É o que esse trabalho executara nas próximas linhas. Não será analisada a temática da diaconia e liderança feminina no escopo do presente trabalho, se restringindo apenas ao que entende-se por ministério pastoral.

2 – O que está por trás da questão:

Entre os evangélicos e entre o povo de Deus há duas opções básicas, os igualitaristas e os diferencialistas[1]. O primeiro afirma que Deus criou o homem e a mulher iguais e a subordinação feminina foi conseqüência da queda de Adão ou/e reflexos da história nas variantes sócio-culturais existentes. O segundo afirma que Deus criou homem e mulher iguais, porém funcionalmente diferentes, sendo essa diferença complementar, ou seja, ainda que homem e mulher tenham sido criados diferentes, eles se completam e se auxiliam mutuamente ainda que, para esse grupo, essa diferença seja ontológica (ser), não há influência na valoração do sexo[2]. Homens e mulheres são de iguais valor para Deus na perspectiva desse segundo grupo e é a posição do autor do presente trabalho. Existe uma militância nos EUA em prol de cada posição, mas no Brasil o debate acontece sem clareza de pressupostos. Partindo do ponto de que a Bíblia é a Palavra de Deus, revelação divina ao indíviduo de um Deus que faz uma aliança com pecadores e os salva por meio do evangelho da cruz e ressurreição de Cristo, a temática da ordenação feminina será analisada a partir desse axioma.

3 – O que a Bíblia diz?:

O texto de 1 Timóteo 2:11-14 é bem claro quanto ao tema:
“11 A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. 12 E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade sobre o homem; esteja, porém, em silêncio. 13 Porque, primeiro foi formado Adão e depois Eva. 14 E Adão não foi transgredido, mas a mulher sendo enganada caiu em transgressão.”[3]

Na nota de estudo da Bíblia de Genebra, referente ao versículo doze, interpreta esse versículo afirmando que o Apóstolo Paulo restringem as mulheres certo tipo de autoridade e governo. Essa autoridade era dirigida a governantes ou judiciários[4], no presente caso, sendo a palavra usada para igreja, ou seja, para Paulo a mulher não deve governar a igreja. A problemática do texto eram mulheres envenenadas pelos falsos mestres[5] mas o princípio permanece. Os argumentos do condicionamento cultural, de que não foi Paulo que escreveu o texto, ou que Paulo era machista, geralmente são contaminados de ideologias e não consideram dois pontos: Primeiro, o texto tem caráter normativo e não descritivo, Paulo diz “não permito” usando a sua autoridade apostólica (coisa que ele não fez com Filemom por exemplo, preferindo agir em nome do amor Cf. Fm 8-9) deixando entender a seriedade em que trabalhou a questão. O segundo ponto, Paulo foi teológico. Nos versos 13 a 15 Paulo argumenta teologicamente, deixando qualquer pressuposto social, cultural, antropológico e psicológico fora de questão. Seria o “assim diz o Senhor” quando se refere ao primeiro homem e primeira mulher que levaram a humanidade a queda e depravação total da humanidade.
Há também outro escrito pelas penas de Paulo, 1 Co 14: 33b-35
“Como em todas as igrejas dos santos, 34 conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. 35 Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja.[6]

Grudem afirma logo no início de sua interpretação dessa passagem que Paulo “não pode estar proibindo todo discurso público na igreja, pois ele claramente lhes permite que orem e profetizem na igreja em 1 Coríntios 11.5”.[7] E Lopes complementa o argumento escrevendo que “desde que se apresentassem de forma própria, refletindo que estavam debaixo da autoridade masculina”.[8] A questão é que as mulheres poderiam falar e profetizar em público mas não criticar e avaliar essas profecias, onde entraria o ensino. Porém a questão do dom de profecia seria levantada aqui, mas não é propósito do presente trabalho. Grudem e Lopes divergem no entendimento do dom de profecia, porém convergem na interpretação da dinâmica homem e mulher no texto bíblico.
Outros argumentos bíblicos que poderiam ser usados segundo Grudem seria a relação entre família e igreja (1 Tm 3.5 e 1 Tm 5:12)[9]. O argumento seria que o homem é o cabeça na perspectiva da cobertura e proteção espiritual, além de sustentação emocional tanto da igreja quanto da família em particular. Tanto igreja quanto família são células sociais formadas por indivíduos mas redimidas por Deus através do sacrifício de Cristo na cruz. Outro argumento é a relação dos apóstolos. Jesus convocou doze apóstolos (que diferem dos pastores e anciãos da igreja local no Novo Testamento) mas não convocou nenhuma mulher. Jesus não pode ser acusado de machista por quebrar o paradigma cultural machista e racial na passagem bíblica da mulher samaritana ( Jo 4: 1-18). Mais um argumento seria a história da igreja. Em toda tradição cristã o homem ocupou a liderança do lar e do ensino e governo da igreja também.

4 – Objeções:

O texto de Romanos 16:7 quando compara Junias ao denominado termo apóstolo no texto e a sugestão de um nome feminino. Lopes argumenta que

“só podemos afirmar com certeza, a partir de Romanos 16.7, que, quem quer que tenha sido, Júnias era uma pessoa tida em alta conta por Paulo, e que ajudou o apóstolo em seu ministério. Não se pode afirmar com segurança que era uma mulher, nem que era uma "apóstola", e muito menos uma como os Doze ou Paulo.”[10]

Há objeções quanto ao nome Junias e a definição de apostolado no texto não podendo ser portador normativo da práxis da ordenação feminina.
O texto de At 18:26 qual Priscila e Áquila falavam do evangelho com Paulo não fortalece a posição da ordenação feminina como advogam. Apenas confirma que Paulo, o apóstolo era autoridade do ensino na passagem e a cooperação mútua de homens e mulheres no Reino de Deus.[11]
E se a mulher é missionária no campo e precisa batizar, ministrar a ceia do Senhor? E se não tem Pastor para pastorear a igreja no campo, não poderia ordenar a missionária que plantou o trabalho? O autor de presente trabalho, não concordando com a ordenação feminina, como claro no escrito, entende e dialoga com essas questões de sensibilidade cultura. Mas a opção seria deixar a missionária ministrar Ceia e Batismo (fator que a Bíblia não restringe visto que Filipe era diácono e batizou em Atos 8 na passagem da conversão de Etíope) mas não praticar um ato proibido pelas Escrituras. E por que não ordenar mulheres se os homens estão negligenciando o chamado para diversas tarefas herméticas no serviço cristão? Sugere-se que ore e ensine biblicamente a posição do homem na igreja frente a ditadura feminista presente androgicamente na inversão dos valores instituídos por Deus na criação.

5 – Conclusão

Há de ser um tema difícil de ser trabalhado pela pressão do feminismo na sociedade, como conseqüência do machismo, ambos extremos e gerando uma dinâmica relacional homem-mulher não regulada pelas Sagradas Escrituras. Isso gera conseqüência na formação de famílias e igrejas e o resultado é sempre descaracterização daquilo que Deus estabeleceu gerando marcas e feridas no meio do povo de Deus seja em célula macro (Igreja) ou micro (Família). As mulheres são uma benção na Igreja do Senhor! O presente autor foi convertido ao evangelho através do sermão de uma mulher em acampamento de adolescente (na igreja cujo professor da disciplina pastoreia). O autor reconhece a validade e presença fortalecedora das mulheres na Igreja de Cristo. Porém reconhece que a ordenação feminina é proibida pela Bíblia e que sendo praticada gera efeito de desconstrução na dinâmica do relacionamento familiar.
Biblicamente homens e mulheres são iguais, mas funcionalmente diferentes. Não se pode negar isso mesmo que as mulheres exerçam ministérios abençoados. Não justifica! Não se pode deixar de lado a Bíblia por questões condicionais como sugerem Cunningham e Hamilton.[12]
Por outro lado, deve-se seguir o conselho pastoral de Grudem quanto ao trabalho das mulheres nas igrejas, sendo louvor, liderança de jovens e adolescentes e outros “não proibindo o que o Novo Testamento não proíbe”[13]..




6 – Bibliografia

BÍBLIA De Estudo Genebra. São Paulo e Baruari, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.
CUNNINGHAM, Loren. HAMILTON, David Joel. ROGERS, Janice. Por que não elas? Uma Abordagem bíblica e atual sobre a atuação das mulheres no ministério pastoral, na liderança e em missões. Belo Horizonte : Betânia,2004.
GRUDEM, Wayne A. Teologia Sistemática. São Paulo : Vida Nova, 1999.
LOPES, Augustus Nicodemus. Ordenação Feminina: O Que o Novo Testamento Tem a Dizer? São Paulo : Fides Reformata N. II Vol. I. Centro Presbiteriano de Pós Graduação Andrew Jumper, 1997.
[1] LOPES, Augustus Nicodemus. Ordenação Feminina: O Que o Novo Testamento Tem a Dizer? São Paulo : Fides Reformata N. II Vol. I. Centro Presbiteriano de Pós Graduação Andrew Jumper, 1997. P. 1. O presente artigo também foi publicado como livreto pela editora PES.
[2] Ibid.
[3] BÍBLIA De Estudo Genebra. São Paulo e Baruari, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. P. 1443.
[4] Ibid.
[5] LOPES, Op Cit. P. 16.
[6] BÍBLIA D. Op. Cit. P. 1364-65
[7] GRUDEM, Wayne A. Teologia Sistemática. São Paulo : Vida Nova, 1999. P. 788.
[8] LOPES. Op Cit. P. 13.
[9] GRUDEM. Op Cit. P. 789.
[10] LOPES. Op Cit. P. 4.
[11] GRUDEM. Op Cit. P. 791.
[12] CUNNINGHAM, Loren. HAMILTON, David Joel. ROGERS, Janice. Por que não elas? Uma Abordagem bíblica e atual sobre a atuação das mulheres no ministério pastoral, na liderança e em missões. Belo Horizonte : Betânia,2004. P. 298.
[13] GRUDEM. Op Cit. P. 791.
Artigo apresentado como requisito parcial para a nota da matéria Tópicos Especiais em Ministério (Práticas Ministeriais) do curso de bacharel em teologia.