Leitura:
Efésios 6: 1-3
“1 Filhos obedeceis a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. 2 Honra a teu pai e tua mãe que é o primeiro mandamento com promessa,3 para que vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.”
Introdução:
Vivemos em uma sociedade chamada de pós-modernidade entre os estudiosos. Esta é caracterizada pelo relativismo, individualismo, subjetivismo e consumismo contrapondo valores absolutos. Satanás tem investido forças usando essas filosofias para disseminar ensinamentos contrários a revelação de Deus na sua Palavra. E essa empreitada tem atingido a família, célula mãe da sociedade, instituída por Deus na criação e potencialmente uma encarnação e expressão viva do evangelho da graça de Deus. A crença cristã não pode ser separada da prática de vida.
O Apóstolo Paulo escreveu essa carta entre 60 e 62 d. C. aprisionado em Roma, cujo foco é o mistério da Igreja, uma comunidade aonde o poder de Deus atua reconciliando pessoas para si mesmo através da obra de Cristo gerando relacionamentos transformados. Essa igreja, foi fundada e liderada por ele durante anos como está na narrativa de Atos 18:24 – 20:38.
No capítulo 1,Paulo ensina sobre os propósitos de Deus na salvação dos santos, no capítulo 2 a transição do pecado para graça, no capítulo 3 a reivindicação do seu apostolado e no capítulo 4 a unidade da Igreja de Cristo. Nos capítulos 5 e 6, a ênfase está nos frutos da luz em detrimento das obras das trevas. No capítulo 5, versos 22 à 33, Paulo compara o relacionamento de maridos e esposas com Cristo e a igreja. O texto exposto essa noite trata do relacionamento de filhos com os pais e o capítulo 6 verso 4 trata do relacionamento do pai com o filho.
Éfeso era uma cidade cosmopolita na Ásia menor atual Turquia, cheia de religiosidade com o culto a deusa Diana, sendo a deusa da caça segundo a mitologia grega, semelhante em alguns aspectos como a percepção de mundo nos grandes centros urbanos.
O tema central da passagem é o dever cristão da obediência aos pais. Mas ai você me pergunta: Pastor, essa passagem não se dirigia as crianças somente? Eu diria em parte sim, havia a possibilidade de Paulo ter se dirigido a crianças naquela congregação. Os filhos tem como responsabilidades levar adiante o plano de Cristo de trazer a unidade a raça humana. Porém ela tem aplicações muito relevantes para as nossas vidas hoje, como veremos mais adiante o porque da obediência e da submissão.
Em primeiro lugar, devemos obedecer aos pais porque é justo.
Porque é certo, é correto conforme a lei de Deus. Ele tem o seu caráter santo e revela isso em seus mandamentos (Lv 11:44 – “sedes santos porque eu sou santo” ARA). Mas o ser humano tem dificuldades com a submissão porque o coração e a natureza, o fazem ser arrogante, orgulhoso, prepotente, ambicioso, e egoísta e isso gera dificuldade em estar sob comando de outra pessoa, por causa do efeito da desobediência e da queda de Adão e Eva no jardim do Éden, do pecado original que tem como conseqüência a depravação total e o desespero humano. Mas a salvação pela graça nos impulsiona a obediência cristã. Até as crianças necessitam dessa salvação, Pr. Russell Shedd diz que vê em crianças com menos de um ano de idade uma vontade que vai de contra a vontade de seu pai e essa vontade deve ser colocada em submissão pelo evangelho que redimi o coração do indivíduo e o potencializa para obedecer o Senhor.
Em segundo lugar, devemos obedecer aos pais porque é mandamento do Senhor.
A obediência dos filhos é decretada por Deus em sua autoridade e soberania! Nos versículos 2 e 3 Paulo está interpretando o 5o mandamento das tábuas da lei de Deus em Êxodo 5:12. A lei cerimonial (os sacrifícios e rituais no templo) e a lei moral (governo teocrático no povo de Israel) foram abolidas no sacrifício de Cristo na cruz do calvário mas a lei moral, os dez mandamentos permanecem para o crente hoje como referencial ético assim como interpretado corretamente por Jesus no sermão da montanha em Mateus 5-7 quando coloca a questão no coração do indivíduo e não na moral em si. Os reformadores e puritanos preocupados com a educação do lar ensinavam na igreja e na escola as crianças acerca dos dez mandamentos. É preciso resgatar isso em nossa época marcada por antinomismo (desprezo por lei, normas e regras) e libertina.
Vamos pedir ajuda aos catecismos reformados para interpretarmos esse mandamento e aplica-lo em nossas vidas. O catecismo menor de Lutero aplica o 5o mandamento da seguinte forma:
“Devemos temer e amar a Deus e portanto, não desprezar nem irritar nossos pais e superiores; mas devemos honra-los, servi-los, obedecer-lhes, ama-los e querer-lhes bem.”
Então Lutero aplica o ponto colocando quem são nossos pais:
“São, pai e mãe (biológicos ou de criação) e todos aqueles que segundo a ordem de Deus nos governam no lar, no país, na escola e na igreja.” Ou seja toda a pessoa que está nos dirigindo de alguma forma devemos como diz o catecismo de Heidelberg “prestar toda honra, amor e fidelidade a meu pai, à minha mãe e a todos os meus superiores; devo submeter-me à sua boa instrução e disciplina com a devida obediência, e também a ter paciência com seus defeitos porque Deus nos quer governar pelas mãos deles”.
Portanto, devemos obedecer como pais as nossas autoridades governantes como em Romanos 13:1, nossos professores, nossos chefes de trabalho e enfim, todas as pessoas que nos governam pela vontade de Deus. Se os desobedecermos, seria como desobedecesse o próprio Deus.
Porém, existe uma exceção. E quando essa autoridade conflitar com a autoridade de Deus? Jesus nos diz daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, porém quando há um conflito a narrativa de Daniel 3 em que seus amigos, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego são lançados na fornalha por obedecerem a Deus e desobedecerem as autoridades da Babilônia e em Daniel 6 qual este vai para a cova dos leões por desobedecer as autoridades e obedecer somente a Deus quando não podia orar a seu Deus e o fazia três vezes ao dia. Quando há o conflito, seja em casa, na escola ou sociedade, permanece a obediência a Deus.
Em terceiro lugar, devemos obedecer aos pais porque tal ato tem seu efeito prático.
O versículo 2b e 3 diz “que é o primeiro mandamento com promessa para que vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra”. Josué 1:8 diz que aquele que medita na lei do Senhor será bem sucedido e próspero em tudo que fizer. Claro que existe o sofrimento naqueles que obedecem o Senhor, mas a obediência tem seu efeito prático. No Antigo Testamento a ênfase das promessas eram temporais e geográficas que se estendiam as barreiras de Canaã, mas em Cristo, na nova aliança, as promessas transcendem as barreiras geográficas e as temporais também embora já experimentamos nessa existência as bênçãos conseqüentes da obediência em nossa fé. Um exemplo na Bíblia de alguém que foi prejudicado por desobediência foi Absalão , filho do Rei Davi. (2 Sm 13-18). Ainda que Davi tenha a sua parcela de culpa pó negligência com sua família, Absalão se revolta contra seu pai (15:1), queria tomar o lugar de seu pai fazendo politicagem (16:15-23), persegue-o (17:24-26) e morre em combate de uma forma irônica , com sua cabelera presa a árvore e atingido (18:6-15). A desobediência pode nos levar a morte.
Conclusão:
Portanto, o evangelho deve gerar em nós um prática de vida de acordo com a obediência ao Senhor e ao próximo. Tanto na família quanto em outros grupos sociais como lares , locais de estudo, trabalho e sociedade, devemos obedecer nossos superiores como nossos pais.
Uma charge que eu li mostra muito bem como o mundo vê essas questões: Uma adolescente diz a sua mãe (não pedindo mas comunicando) que vai sair de férias e curtir a independência mas obriga a sua mãe a financiar a sua independência. O relacionamento cristão seja em que grupo social for deve ser guiado como o jogo de frescobol, que é praticado na praia. Jogamos a bola com a função do outro devolve-la em todas a suas possibilidades e não há ganhador ou perdedor na competição e sim um jogo que todos saem alegres e felizes, porém o mundo empurra um relacionamento como o jogo de tênis em que o objetivo é jogar a bola para o outro não pegar e perder o ponto! É isso que o mundo quer, é isso que o inimigo quer. Mas nós crentes devemos exercer um relacionamento para glória de Deus, em submissão ao próximo!
Que Deus nos abençoe!
Efésios 6: 1-3
“1 Filhos obedeceis a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. 2 Honra a teu pai e tua mãe que é o primeiro mandamento com promessa,3 para que vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.”
Introdução:
Vivemos em uma sociedade chamada de pós-modernidade entre os estudiosos. Esta é caracterizada pelo relativismo, individualismo, subjetivismo e consumismo contrapondo valores absolutos. Satanás tem investido forças usando essas filosofias para disseminar ensinamentos contrários a revelação de Deus na sua Palavra. E essa empreitada tem atingido a família, célula mãe da sociedade, instituída por Deus na criação e potencialmente uma encarnação e expressão viva do evangelho da graça de Deus. A crença cristã não pode ser separada da prática de vida.
O Apóstolo Paulo escreveu essa carta entre 60 e 62 d. C. aprisionado em Roma, cujo foco é o mistério da Igreja, uma comunidade aonde o poder de Deus atua reconciliando pessoas para si mesmo através da obra de Cristo gerando relacionamentos transformados. Essa igreja, foi fundada e liderada por ele durante anos como está na narrativa de Atos 18:24 – 20:38.
No capítulo 1,Paulo ensina sobre os propósitos de Deus na salvação dos santos, no capítulo 2 a transição do pecado para graça, no capítulo 3 a reivindicação do seu apostolado e no capítulo 4 a unidade da Igreja de Cristo. Nos capítulos 5 e 6, a ênfase está nos frutos da luz em detrimento das obras das trevas. No capítulo 5, versos 22 à 33, Paulo compara o relacionamento de maridos e esposas com Cristo e a igreja. O texto exposto essa noite trata do relacionamento de filhos com os pais e o capítulo 6 verso 4 trata do relacionamento do pai com o filho.
Éfeso era uma cidade cosmopolita na Ásia menor atual Turquia, cheia de religiosidade com o culto a deusa Diana, sendo a deusa da caça segundo a mitologia grega, semelhante em alguns aspectos como a percepção de mundo nos grandes centros urbanos.
O tema central da passagem é o dever cristão da obediência aos pais. Mas ai você me pergunta: Pastor, essa passagem não se dirigia as crianças somente? Eu diria em parte sim, havia a possibilidade de Paulo ter se dirigido a crianças naquela congregação. Os filhos tem como responsabilidades levar adiante o plano de Cristo de trazer a unidade a raça humana. Porém ela tem aplicações muito relevantes para as nossas vidas hoje, como veremos mais adiante o porque da obediência e da submissão.
Em primeiro lugar, devemos obedecer aos pais porque é justo.
Porque é certo, é correto conforme a lei de Deus. Ele tem o seu caráter santo e revela isso em seus mandamentos (Lv 11:44 – “sedes santos porque eu sou santo” ARA). Mas o ser humano tem dificuldades com a submissão porque o coração e a natureza, o fazem ser arrogante, orgulhoso, prepotente, ambicioso, e egoísta e isso gera dificuldade em estar sob comando de outra pessoa, por causa do efeito da desobediência e da queda de Adão e Eva no jardim do Éden, do pecado original que tem como conseqüência a depravação total e o desespero humano. Mas a salvação pela graça nos impulsiona a obediência cristã. Até as crianças necessitam dessa salvação, Pr. Russell Shedd diz que vê em crianças com menos de um ano de idade uma vontade que vai de contra a vontade de seu pai e essa vontade deve ser colocada em submissão pelo evangelho que redimi o coração do indivíduo e o potencializa para obedecer o Senhor.
Em segundo lugar, devemos obedecer aos pais porque é mandamento do Senhor.
A obediência dos filhos é decretada por Deus em sua autoridade e soberania! Nos versículos 2 e 3 Paulo está interpretando o 5o mandamento das tábuas da lei de Deus em Êxodo 5:12. A lei cerimonial (os sacrifícios e rituais no templo) e a lei moral (governo teocrático no povo de Israel) foram abolidas no sacrifício de Cristo na cruz do calvário mas a lei moral, os dez mandamentos permanecem para o crente hoje como referencial ético assim como interpretado corretamente por Jesus no sermão da montanha em Mateus 5-7 quando coloca a questão no coração do indivíduo e não na moral em si. Os reformadores e puritanos preocupados com a educação do lar ensinavam na igreja e na escola as crianças acerca dos dez mandamentos. É preciso resgatar isso em nossa época marcada por antinomismo (desprezo por lei, normas e regras) e libertina.
Vamos pedir ajuda aos catecismos reformados para interpretarmos esse mandamento e aplica-lo em nossas vidas. O catecismo menor de Lutero aplica o 5o mandamento da seguinte forma:
“Devemos temer e amar a Deus e portanto, não desprezar nem irritar nossos pais e superiores; mas devemos honra-los, servi-los, obedecer-lhes, ama-los e querer-lhes bem.”
Então Lutero aplica o ponto colocando quem são nossos pais:
“São, pai e mãe (biológicos ou de criação) e todos aqueles que segundo a ordem de Deus nos governam no lar, no país, na escola e na igreja.” Ou seja toda a pessoa que está nos dirigindo de alguma forma devemos como diz o catecismo de Heidelberg “prestar toda honra, amor e fidelidade a meu pai, à minha mãe e a todos os meus superiores; devo submeter-me à sua boa instrução e disciplina com a devida obediência, e também a ter paciência com seus defeitos porque Deus nos quer governar pelas mãos deles”.
Portanto, devemos obedecer como pais as nossas autoridades governantes como em Romanos 13:1, nossos professores, nossos chefes de trabalho e enfim, todas as pessoas que nos governam pela vontade de Deus. Se os desobedecermos, seria como desobedecesse o próprio Deus.
Porém, existe uma exceção. E quando essa autoridade conflitar com a autoridade de Deus? Jesus nos diz daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, porém quando há um conflito a narrativa de Daniel 3 em que seus amigos, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego são lançados na fornalha por obedecerem a Deus e desobedecerem as autoridades da Babilônia e em Daniel 6 qual este vai para a cova dos leões por desobedecer as autoridades e obedecer somente a Deus quando não podia orar a seu Deus e o fazia três vezes ao dia. Quando há o conflito, seja em casa, na escola ou sociedade, permanece a obediência a Deus.
Em terceiro lugar, devemos obedecer aos pais porque tal ato tem seu efeito prático.
O versículo 2b e 3 diz “que é o primeiro mandamento com promessa para que vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra”. Josué 1:8 diz que aquele que medita na lei do Senhor será bem sucedido e próspero em tudo que fizer. Claro que existe o sofrimento naqueles que obedecem o Senhor, mas a obediência tem seu efeito prático. No Antigo Testamento a ênfase das promessas eram temporais e geográficas que se estendiam as barreiras de Canaã, mas em Cristo, na nova aliança, as promessas transcendem as barreiras geográficas e as temporais também embora já experimentamos nessa existência as bênçãos conseqüentes da obediência em nossa fé. Um exemplo na Bíblia de alguém que foi prejudicado por desobediência foi Absalão , filho do Rei Davi. (2 Sm 13-18). Ainda que Davi tenha a sua parcela de culpa pó negligência com sua família, Absalão se revolta contra seu pai (15:1), queria tomar o lugar de seu pai fazendo politicagem (16:15-23), persegue-o (17:24-26) e morre em combate de uma forma irônica , com sua cabelera presa a árvore e atingido (18:6-15). A desobediência pode nos levar a morte.
Conclusão:
Portanto, o evangelho deve gerar em nós um prática de vida de acordo com a obediência ao Senhor e ao próximo. Tanto na família quanto em outros grupos sociais como lares , locais de estudo, trabalho e sociedade, devemos obedecer nossos superiores como nossos pais.
Uma charge que eu li mostra muito bem como o mundo vê essas questões: Uma adolescente diz a sua mãe (não pedindo mas comunicando) que vai sair de férias e curtir a independência mas obriga a sua mãe a financiar a sua independência. O relacionamento cristão seja em que grupo social for deve ser guiado como o jogo de frescobol, que é praticado na praia. Jogamos a bola com a função do outro devolve-la em todas a suas possibilidades e não há ganhador ou perdedor na competição e sim um jogo que todos saem alegres e felizes, porém o mundo empurra um relacionamento como o jogo de tênis em que o objetivo é jogar a bola para o outro não pegar e perder o ponto! É isso que o mundo quer, é isso que o inimigo quer. Mas nós crentes devemos exercer um relacionamento para glória de Deus, em submissão ao próximo!
Que Deus nos abençoe!
Sermão proferido em série sobre famílias na PIB Cosme Velho, IB Centenário em Duque de Caxias e Capela no Seminário do Sul.

