O documentário de domingo a noite no programa "Fantástico" produzidos por MV Bill e Celso Antunes causaram impacto em todo Brasil, assistimos a realidade de como jovens se envolvem com o tráfico de drogas. Domingo a noite assisti o documentário com o conselho da igreja batista em Cosme Velho aonde sirvo , inserida no meio de 2 favelas no bairro.Muitos cristãos pela internet e pessoalmente perguntaram o porque? E o que fazer?
Passei momentos da noite pensando também nessas perguntas e arrisco algumas reflexões:
Por que?
1) Vamos tantar analizar como se deu isso: jovens oriundos de gravidez indesejada, mau trato dos pais (muitas vezes viciados em bebidas ou drogas), sem perspectiva de educação , vítima de saúde precária, vendo comercial de tênis na televisão ou roupas transadas na novela "malhação" que custam o salário da mãe que faz faxina na casa de madame. Jovens sem esperança que se enfiam de cabeça nas drogas, tráfico, furto e sexo livre para preencher um vazio que somente Deus preenche (parafraseando Dostoievysk).
2) Cabe dizer também que essa realidade existe por causa do pecado. O ser humano é totalmente depravado e afastado de Deus, rebelde a obediencia da lei do Senhor. Quanto a isso, realidades não muito contempladas pela graça comum acabam por se deixar levar pelas paixões mundanas (não quero dizer aqui, que não aconteça com elementos de classe média/alta - é só visitar condominios da Barra da Tijuca e ver alguns jovens que também tem uma vida des-regrada nesse sentido, por ex.). A realidade vivida por aqueles jovens é consequência da entrada do pecado num mundo que jaz no maligno, ou seja, como escravos do pecado, dos valores e paixões mundanas e do próprio Satanás esses jovens não encontram esperança e não ser viver esse estilo de vida como consequência do seu desespero e angústia.A Bíblia coloca o salário do pecado sendo a morte (Romanos 6:23a) então esses jovens estão mortos em seus delitos e pecados.
O que fazer?
1) Como pastor entendo que é PREGAR A PALAVRA. O re-avivamento na Reforma protestante não se deu por ativismo social ou ideológico, mas sim pela PREGAÇÃO DA PALAVRA, quando perguntaram para Lutero como ele faz toda aquela obra, ele respondeu: "Eu ficava tomando cerveja (que níguem se escandalize com isso) com Filipe Melanchton e a Palavra fazia a obra". A reforma e re-avivamento se deu pelo resgate as Escríturas Sagradas.
2) Pregar contra o pecado e a obediência a lei do Senhor. Ainda que a presença evangélica seja legal nas favelas, periferias e lugares dominados pela marginalidade, precisa-se de um resgate dos ensinos a obediência aos 10 mandamentos. Sabendo que só obedecemos ao Senhor pela graça (favor imerecido) de Deus que nos da fé no sacrificio de Jesus Cristo que morreu pelos pecados do seu povo. Precisa-se pregar o evangelho da graça, genuíno, puro, simples. Não estou dizendo que as igrejas evangélicas não estão fazendo isso, porém com o advento da doutrina da prosperidade e ventos teológicos, temos que enfatizar o cristianismo puro e simples. Há necessidade de se resgatar uma catequese relevante nas favelas e periferias do Brasil.
3) Orar. Simples né? Mas muitas vezes nos esquecemos desse detalhe! Porém "ore como se tudo dependesse de Deus (e de fato depende) e trabalhe como tudo dependesse de você mesmo (só trabalhe, mas saiba de quem depende, rs.) " Lutero.
4) Avivamento bíblico. Na época dos puritanos os avivamentos espirituais (aquilo sim era avivamento) tinham efeitos pragmáticos e sociais. (Vide movimento metodista na inglaterra e américa).
5) Temos que ter ciência que , embora Deus mude a situação por um período, ocorrendo avivamento, mudança total e plena é utopia, pois só na parusia de Cristo que teremos uma nova criação sem pecado na eternidade com o Senhor. Parafraseando os funkeiros: "será só lazer". Da até arrepio só em pensar nisso, vem logo Senhor Jesus.
6) As mudanças ocorrem para glória de Deus e não a nossa. SOLI DEO GLORIA.
Sendo assim entendo que não será o ativismo marxista da Teologia da libertação e nem a "magia" neo -pentecostal que dará jeito nessa situação. Somente Jesus Cristo transformando e libertando (Is 61:1-2) as cadeias.
Vivo essa situação toda semana nas atividades pastorais da PIB em Cosme Velho situada entre as favelas "Cerro-corá" e "Guararapes", as vezes fico noites sem dormir por causa de um adolescente que batizei nas águas, hoje envolvido com o tráfico, uma vez o pastor titular da igreja pregando chegou um bilhetinho dizendo que 3 haviam morrido aquela tarde, me senti "em casa" vendo o documentário e posso afirmar convicto que é uma dura realidade.
Que Deus nos ajude e nos use, como agentes da graça nessa situação de caos, levando o evangelho que refrigera a alma e nos remete a esperança do porvir.
Quarta-feira, Março 22, 2006
Segunda-feira, Março 20, 2006
Eu vejo uma luz no fim do túnel: Ainda resta uma esperança.
Em conversas com amigos cristãos, irmãos na fé, pastores e estudantes de teologia, seja pessoalmente, seja virtualmente, é nítido ver que todos estão desgastados e inquietantes quanto a igreja evangélica no Brasil.
Ficamos inquietos com a tal teologia da prosperidade, "apóstolos" (agora tem até patriarcas em algum país da América Central, segundo me falaram), modelos igreja-empresa , liberalismo teológico nos seminários e tantas coisas bizarras e contrárias a Palavra de Deus.Mesmo sendo convertido ao evangelho à 6 anos, converso com crentes mais antigos que me contam que antigamente (décadas atrás) as igrejas tinham mais identidade, os evangélicos eram conhecidos como Bíblia, sabiam aquilo que criam e confessavam, mas também me contam cada uma em relação ao legalismo institucional. Um povo com medo de se relacionar com a cultura e com a realidade, denominações achando que só ela leva pro céu, abstinência total a bebida alcóolica, exclusão da igreja por qualquer motivo (principalmente gravidez fora do casamento) sem passar pelos passos da disciplina eclesiástica (as vezes exclusão por motivos políticos), um tradicionalismo eclesiástico muito rígido (confundido com firmeza doutrinária), usos e costumes e etc........ (Já ouvi de alguém que crente não podia usar bermuda).
Porém vemos hoje uma libertinagem geral, igrejas "liberando geral", pastores permitindo fornicação entre os membros da igreja, descompromisso dos fiéis com o evangelho, pessoas indo a igreja atrás de receita de bolo para seus problemas diários (culpa da teologia da prosperidade), falta de identidade, relativismo, subjetivismo e místicismo extra-bíblico. Outros.........
Mas no meio disso tudo vozes se levantam para proclamar as Escríturas e em vista a todo cansaço, Deus levanta pessoas para chamarem o povo Dele a um resgate aos pilares das Escríturas Sagradas, as doutrinas da graça e aos Sola´s que os reformadores viam como bandeira. Nisso pode-se ver frutos, esperança e embora nem todos sejam entusiasmados (embora esteja escrevendo isso , me preparo para o pior) podemos manter uma semente sonhadora no coração de ver uma Igreja evangélica reformada no Brasil (no sentido geral, num to propondo nova denominação não, rs), bíblica e relevante, madura, que envie muitos e muitos missionários preparados para o estrangeiro (o que já tem sido feito, graças a Deus), que chame a sociedade para ser reformada pela Palavra, que prepare crentes firmes para serem sal e luz nesse mundo cruel.
Ainda vejo uma luz no fim do túnel, ainda torço para ver um avivamento bíblico e relevante ainda em vida e que Deus nos mantenha firmes até o dia Dele. Que Deus use cada um de nós para plantarmos essa semente, para unicamente e exclusivamente a Sua, tão somente a Sua glória.
Ficamos inquietos com a tal teologia da prosperidade, "apóstolos" (agora tem até patriarcas em algum país da América Central, segundo me falaram), modelos igreja-empresa , liberalismo teológico nos seminários e tantas coisas bizarras e contrárias a Palavra de Deus.Mesmo sendo convertido ao evangelho à 6 anos, converso com crentes mais antigos que me contam que antigamente (décadas atrás) as igrejas tinham mais identidade, os evangélicos eram conhecidos como Bíblia, sabiam aquilo que criam e confessavam, mas também me contam cada uma em relação ao legalismo institucional. Um povo com medo de se relacionar com a cultura e com a realidade, denominações achando que só ela leva pro céu, abstinência total a bebida alcóolica, exclusão da igreja por qualquer motivo (principalmente gravidez fora do casamento) sem passar pelos passos da disciplina eclesiástica (as vezes exclusão por motivos políticos), um tradicionalismo eclesiástico muito rígido (confundido com firmeza doutrinária), usos e costumes e etc........ (Já ouvi de alguém que crente não podia usar bermuda).
Porém vemos hoje uma libertinagem geral, igrejas "liberando geral", pastores permitindo fornicação entre os membros da igreja, descompromisso dos fiéis com o evangelho, pessoas indo a igreja atrás de receita de bolo para seus problemas diários (culpa da teologia da prosperidade), falta de identidade, relativismo, subjetivismo e místicismo extra-bíblico. Outros.........
Mas no meio disso tudo vozes se levantam para proclamar as Escríturas e em vista a todo cansaço, Deus levanta pessoas para chamarem o povo Dele a um resgate aos pilares das Escríturas Sagradas, as doutrinas da graça e aos Sola´s que os reformadores viam como bandeira. Nisso pode-se ver frutos, esperança e embora nem todos sejam entusiasmados (embora esteja escrevendo isso , me preparo para o pior) podemos manter uma semente sonhadora no coração de ver uma Igreja evangélica reformada no Brasil (no sentido geral, num to propondo nova denominação não, rs), bíblica e relevante, madura, que envie muitos e muitos missionários preparados para o estrangeiro (o que já tem sido feito, graças a Deus), que chame a sociedade para ser reformada pela Palavra, que prepare crentes firmes para serem sal e luz nesse mundo cruel.
Ainda vejo uma luz no fim do túnel, ainda torço para ver um avivamento bíblico e relevante ainda em vida e que Deus nos mantenha firmes até o dia Dele. Que Deus use cada um de nós para plantarmos essa semente, para unicamente e exclusivamente a Sua, tão somente a Sua glória.
Sexta-feira, Março 17, 2006
O que Deus sabe sobre o futuro?
Ontem na capela do STBSB (Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil) ás 19 hs foi o lançamento do livro: "O que Deus sabe sobre o futuro: o que será que Calvino diria sobre a predestinação após a teoria de Albert Einstein" pelo teólogo batista Darci Dusilek, prof. de Teo. Sist. da casa, o livro foi editado pela ed. GW. Ele palestrou sobre o livro.
Estive presente e anotei a palestra cujo repasso abaixo:
- O calvinismo deixava sem opção. Ou Deus quis ou não e isso não satisfazia.
- Qual a visão de Deus para o passado, presente e futuro? Deus vê a coisa como um todo.
- Tudo é relativo e o universo é dinâmico, somente a luz é constante.
- Calvino não seria “calvinista” se conhecesse Albert Einstein.
- Calvino diz que Deus é soberano, Deus quer e pronto.
- Calvino foi influenciado pelo monarquismo europeu para pensar dessa forma. Pegou um atributo de Deus e isolou os outros.
- Minha tese no livro é que Deus trabalha de maneira harmônica em seus atributos.
- Será que Deus realmente chama quem ele quer?
- Deus respeita sua criação dando livre-arbítrio e isso não esvazia sua soberania.
- Deus não quer robôs, quer adoradores livres, o homem é livre.
- Deus predestinou porque viu todas as coisas, viu quem iria aceitar.
- Temos que tentar ver as coisas com o olhar de Deus, que na Bíblia invade a história e se revela em nossa linguagem.
- A história tradicional tem tudo estabelecido, após Einstein, tudo vai por terra e estabelecido novos conceitos relativizou-se tudo.
- Não encontrei ainda uma articulação entre teologia e ciência, razão e fé.
- essas teorias polêmicas só dividem e não constroem, convido as pessoas a sentarem e conversarem sobre isso.
- O que a ciência está mostrando para a gente é revelação de Deus.
- Para Deus não tem tempo, se nós pudéssemos caminhar na velocidade da luz também não teria.
- Deus pode ver as coisas antes de ser história.
- Faz sentido decidir, ter livre-arbítrio, somos responsáveis pela ética e pela vida espiritual.
- Eu ainda não vi um calvinista deixar de ser evangelista (graças a Deus).
- Com Einstein o homem pode ser livre, pois Deus vê antes de entrar para história.
Minha crítica seria que Dusilek não falou nada de novo. O que foi dito é o velho arminianismo filosófico, agora apoiado pela teoria da relatividade de Albert Einstein. Quase não citou Bíblia e tentou explicar a liberdade humana pela lógica (embora cometendo falhas em relação a lógica clássica) quebrando assim a doutrina bíblica da depravação total (Romanos 3:23). O livro Nascido Escravo de Lutero - publicado pela Ed. Fiel seria um ótimo texto para refutar Dusilek pela ótica bíblica.
Estive presente e anotei a palestra cujo repasso abaixo:
- O calvinismo deixava sem opção. Ou Deus quis ou não e isso não satisfazia.
- Qual a visão de Deus para o passado, presente e futuro? Deus vê a coisa como um todo.
- Tudo é relativo e o universo é dinâmico, somente a luz é constante.
- Calvino não seria “calvinista” se conhecesse Albert Einstein.
- Calvino diz que Deus é soberano, Deus quer e pronto.
- Calvino foi influenciado pelo monarquismo europeu para pensar dessa forma. Pegou um atributo de Deus e isolou os outros.
- Minha tese no livro é que Deus trabalha de maneira harmônica em seus atributos.
- Será que Deus realmente chama quem ele quer?
- Deus respeita sua criação dando livre-arbítrio e isso não esvazia sua soberania.
- Deus não quer robôs, quer adoradores livres, o homem é livre.
- Deus predestinou porque viu todas as coisas, viu quem iria aceitar.
- Temos que tentar ver as coisas com o olhar de Deus, que na Bíblia invade a história e se revela em nossa linguagem.
- A história tradicional tem tudo estabelecido, após Einstein, tudo vai por terra e estabelecido novos conceitos relativizou-se tudo.
- Não encontrei ainda uma articulação entre teologia e ciência, razão e fé.
- essas teorias polêmicas só dividem e não constroem, convido as pessoas a sentarem e conversarem sobre isso.
- O que a ciência está mostrando para a gente é revelação de Deus.
- Para Deus não tem tempo, se nós pudéssemos caminhar na velocidade da luz também não teria.
- Deus pode ver as coisas antes de ser história.
- Faz sentido decidir, ter livre-arbítrio, somos responsáveis pela ética e pela vida espiritual.
- Eu ainda não vi um calvinista deixar de ser evangelista (graças a Deus).
- Com Einstein o homem pode ser livre, pois Deus vê antes de entrar para história.
Minha crítica seria que Dusilek não falou nada de novo. O que foi dito é o velho arminianismo filosófico, agora apoiado pela teoria da relatividade de Albert Einstein. Quase não citou Bíblia e tentou explicar a liberdade humana pela lógica (embora cometendo falhas em relação a lógica clássica) quebrando assim a doutrina bíblica da depravação total (Romanos 3:23). O livro Nascido Escravo de Lutero - publicado pela Ed. Fiel seria um ótimo texto para refutar Dusilek pela ótica bíblica.
Quinta-feira, Março 16, 2006
Para se estudar teologia
Tem sido interessante a experiência na internet , tanto no msn quanto no orkut e agora blog de compartilhar, conversar e trocar idéias com estudantes de teologia, professores, interessados e vocacionados prestes a entrar no curso.
As vezes recebo scraps e e-mails com conversar sobre esse tema, qual também me interesso muito e vou usar esse espaço para tratar desse tema. Em minha experiência particular, estou no 4o ano do seminário, embora já seja ordenado, em minha denominação (Batistas Brasileiros - CBB) pode-se ordenar o candidato antes do término de seu curso de teologia, se a igreja (minha denominação advoga a autonomia da igreja local) entender a vocação do candidato ela pede ordenação. Comecei a estudar em 2003, depois de passar um ano trabalhando como evangelista no bairro de Copacabana. Tinha 3 anos de convertido na época. Fui fruto de um avivamento ocorrido com a juventude da igreja qual fazia parte. Fui estudar no principal seminário de minha denominação. Bem plural, tem de tudo, desde professores incrédulos a homens de Deus dando aula lá. Tenho superado e nutrido amizades muito legais com alguns mestres, cujo um deles, faço parte da equipe pastoral junto ao mesmo. Em minha caminhada , procuro não depender do seminário apenas e correr por fora atrás de capacitação para servir ao Senhor no reino. Esse ano acabo o curso e sonho em fazer mestrado no CPPAJ. Dentro disso darei alguns pitacos para quem almeja o estudo teológico:
1) Estude e leia a Bíblia. Básico isso! Acredito que o ministro tem que ter lido a Bíblia toda (tenho colegas de classe por exemplo que nunca leram a Bíblia toda). Ela é A ferramenta para o ministério.
2) Teologia é feita em oração. Cuidado para não cair no academicismo e orgulho intelectual. Muito cuidado com isso!!!!!!! Desenvolva uma espiritualidade bíblica.
3) Na hora de escolher a instituição que vai estudar, visite, converse com os professores, assista aula antes, pergunte qual a linha teológica que o seminário segue. Busque uma instituição conservadora que apoie a inerrância das Escríturas. Embora o exercício dialético seja saudável, primeiro se fundamente para depois diálogar com outras posições.
4) Um bom conselho que já li, é estudar com um autor que você gosta e se identifica e tolere o resto.
5) Lembre-se de Paulo, o pastor e teólogo andam juntos. Se você entende que seu chamado é mais a prática, se fundamente em boa teologia bíblica. Se seu chamado é para a docência, lembra-se de que a tarefa do teólogo é servir a igreja de Cristo.
Uma vez perguntaram para Karl Barth, tido como o maior teólogo do séc. XX, porque ele com 50 anos se voluntariou para ir a 2a grande guerra e Barth respondeu: Para falar de Cristo e jovens que nunca entrariam numa igreja. Bonhoeffer era um excelente pastor de adolescentes e um baita teólogo. (confesso ter reservas quanto a posições e escritos dos 2, porém consigo reter o que é bom).
cf. Paulo, plantador de igrejas. Augustus Nicodemus, ed. Os Puritanos. (Augustus escreveu também um excelente artigo: Educação Teológica Reformada que pode ser encontrado no link do CPPAJ aqui no blog.)
6) Quem forma um pastor é outro pastor, então se você não tem o apoio e mentoreamento de seu pastor (uma vez alguém me ligou conversando sobre isso) busque ajuda em um professor qual você se identifica.
7) Caso você não tenha tempo de frequentar salas de aula em seminário, existem hoje escolas on-line (http://www.fitref.org/ e também pós graduãção em Bíblia no CPPAJ linkado aqui no blog).
8) Examine sempre suas motivações de estudar teologia. Os maiores frutos serão eternos e não o sucesso em si.
Minha oração é que Deus abençoe sua caminhada e faça de ti uma benção no Reino.
As vezes recebo scraps e e-mails com conversar sobre esse tema, qual também me interesso muito e vou usar esse espaço para tratar desse tema. Em minha experiência particular, estou no 4o ano do seminário, embora já seja ordenado, em minha denominação (Batistas Brasileiros - CBB) pode-se ordenar o candidato antes do término de seu curso de teologia, se a igreja (minha denominação advoga a autonomia da igreja local) entender a vocação do candidato ela pede ordenação. Comecei a estudar em 2003, depois de passar um ano trabalhando como evangelista no bairro de Copacabana. Tinha 3 anos de convertido na época. Fui fruto de um avivamento ocorrido com a juventude da igreja qual fazia parte. Fui estudar no principal seminário de minha denominação. Bem plural, tem de tudo, desde professores incrédulos a homens de Deus dando aula lá. Tenho superado e nutrido amizades muito legais com alguns mestres, cujo um deles, faço parte da equipe pastoral junto ao mesmo. Em minha caminhada , procuro não depender do seminário apenas e correr por fora atrás de capacitação para servir ao Senhor no reino. Esse ano acabo o curso e sonho em fazer mestrado no CPPAJ. Dentro disso darei alguns pitacos para quem almeja o estudo teológico:
1) Estude e leia a Bíblia. Básico isso! Acredito que o ministro tem que ter lido a Bíblia toda (tenho colegas de classe por exemplo que nunca leram a Bíblia toda). Ela é A ferramenta para o ministério.
2) Teologia é feita em oração. Cuidado para não cair no academicismo e orgulho intelectual. Muito cuidado com isso!!!!!!! Desenvolva uma espiritualidade bíblica.
3) Na hora de escolher a instituição que vai estudar, visite, converse com os professores, assista aula antes, pergunte qual a linha teológica que o seminário segue. Busque uma instituição conservadora que apoie a inerrância das Escríturas. Embora o exercício dialético seja saudável, primeiro se fundamente para depois diálogar com outras posições.
4) Um bom conselho que já li, é estudar com um autor que você gosta e se identifica e tolere o resto.
5) Lembre-se de Paulo, o pastor e teólogo andam juntos. Se você entende que seu chamado é mais a prática, se fundamente em boa teologia bíblica. Se seu chamado é para a docência, lembra-se de que a tarefa do teólogo é servir a igreja de Cristo.
Uma vez perguntaram para Karl Barth, tido como o maior teólogo do séc. XX, porque ele com 50 anos se voluntariou para ir a 2a grande guerra e Barth respondeu: Para falar de Cristo e jovens que nunca entrariam numa igreja. Bonhoeffer era um excelente pastor de adolescentes e um baita teólogo. (confesso ter reservas quanto a posições e escritos dos 2, porém consigo reter o que é bom).
cf. Paulo, plantador de igrejas. Augustus Nicodemus, ed. Os Puritanos. (Augustus escreveu também um excelente artigo: Educação Teológica Reformada que pode ser encontrado no link do CPPAJ aqui no blog.)
6) Quem forma um pastor é outro pastor, então se você não tem o apoio e mentoreamento de seu pastor (uma vez alguém me ligou conversando sobre isso) busque ajuda em um professor qual você se identifica.
7) Caso você não tenha tempo de frequentar salas de aula em seminário, existem hoje escolas on-line (http://www.fitref.org/ e também pós graduãção em Bíblia no CPPAJ linkado aqui no blog).
8) Examine sempre suas motivações de estudar teologia. Os maiores frutos serão eternos e não o sucesso em si.
Minha oração é que Deus abençoe sua caminhada e faça de ti uma benção no Reino.
Segunda-feira, Março 13, 2006
Aprendendo a pastorear com Jonas
Jonas foi comissionado pelo Senhor para pregar em Nínive, mas preferiu ir para Társis. Esta era mais confortável, mais viável, talvez o povo de Társis gostasse do discurso de Jonas, mas não era esse os planos de Deus.
O Senhor queria que Nínive ouvisse sobre o arrependimento. Assim como todo pregador, Jonas foi chamado a proclamar a ira de Deus para aquele povo. Não é uma tarefa facíl, vide João 6 aonde o povo disse a Jesus: "Duro é esse discurso de se ouvir" (vs 60) depois do discurso do "pão da vida".
No cap. 1, Jonas foge de Deus e é lançado ao mar , ficando 3 dias dentro de um grande peixe. Em algumas igrejas reformadas e puritanas, o púlpito era em forma de "baleia" (eles não sabiam que no hebráico era grande peixe), então só poderia pregar ali quem passasse pelo ventre do peixe (sugeri ao Pr. Daniel Feitoza depois do culto de ontem que fizessemos isso em Cosme Velho, rs). Assim como Jonas, todo pregador é confrontado com Deus em pregar a loucura da Cruz.
No cap 2 Jonas faz uma oração dentro do ventre do peixe. Jonas conheceu a escola dos salmos: elementos como clamor na angústia, idolatria e conexão com elementos naturais. Todo pregador precisa desenvolver a sua espiritualidade na escola dos salmos (Indico "Orando com os salmos" Dietrich Bonhoeffer, ed. Encontrão) qual oramos com Cristo.
Cap 3, Jonas prega a destruição de Nínive a 40 dias. O pregador tem que ter a urgência escatológica em anunciar o Reino de Deus já instalado no evento Cristo , porém não desfrutado em plenitude. O pregador precisa falar que um dia cada um irá dar conta a Deus de si próprio. A pregação tem sua dimensão escatológica. Nínive se arrependeu e Deus não castigou a cidade. Lindo não? Deus usa o pregador como agente de sua graça na proclamação da Palavra de salvação em Jesus Cristo.
Cap 4, Jonas fica com raiva. Ainda não havia descansado em Deus. Todo pregador tem seu momento de conflito. Queremos fazer a nossa vontade e não a do Senhor e Deus nos da um sacode , como em Jonas com a sombra da planta para mostrar que Ele é soberano e ao pregador só cabe obedecer a Sua vontade.
Indico aqui o excelente: A sombra da planta imprevisível: investigando a santidade vocacional , Eugene Peterson, Uniter Press, de onde tiro a reflexão para o post.
Segunda-feira, Março 06, 2006
Pitacos por uma espiritualidade Bíblico-reformada.
Influênciado por um dos autores do blog temporas, que escreveu sobre espiritualidade medieval, arrisco uns palpites sobre espiritualidade bíblico-reformada.
Trabalhando espiritualidade pelo seu radical espírito , que quer dizer alma, segundo dicionário, parte imaterial do ser humano, princípio da vida. No blog tempora foi abordado sobre o resgate da espiritualidade medieval por alguns ensinadores cristãos-evangélicos. Tentarei aqui colocar alguns pontos para espiritualidade.
1) A espiritualidade tem que estar pautada na Bíblia, como suficiente e autoridade e regra de fé e prática. Somente ela , como revelação de Deus, contém alimento sólido para nosso ser. A Bíblia coloca quem adoramos e como quer ser adorado.
2) A ação do Espírito Santo está em consonância com as Escríturas, o mesmo Espírito que nos consola e ilumina nossa mente para o entendimento das Escríturas e amadurecimento espiritual é o mesmo Espírito que inspirou os autores sagrados da Bíblia.
cf. Entre os gigantes de Deus , uma visão puritana da vida cristã: J.I. Packer, ed fiel. Cap. sobre espiritualidade puritana e John Owen.
3) Uma espiritualidade bíblica nos coloca em nosso lugar , reconhecendo nossa miséria e a soberania de Deus e sua salvação pela graça, sendo nós, sempre gratos a Ele e quebrantados.
Cf. Catecismo de Heildeberg, Confissão Belga (documentos da igreja reformada, editado pela Cultura Cristã) e Quebrantamento de Richard Baxter (Ed. Clássicos Evangélicos).
4) Uma espiritualidade bíblico-reformada não nos afasta do mundo mas nos faz viver uma santidade inserida dentro do mundo, vivendo o evangelho em todas as áreas da existência humana.
Cf. A verdadeira vida cristã (João Calvino, Novo século).
5) Uma espiritualidade bíblica é centrada na Cruz de Cristo e no seguimento como discípulo de Cristo.
Cf. Imitação de Cristo, Tomás a Kempis (Edições Vida Nova) e Discipulado, Dietrich Bonhoeffer (ainda que role reservas quanto a alguns textos do autor no final de sua vida), Sinodal.
6) Uma espiritualidade bíblica é desenvolvida em comunidade, na comunhão dos Santos.
Cf. Vida em comunhão, Dietrich Bonhoeffer, Sinodal e Catecismo de Heildeberg, Confissão Belga sobre a Ceia do Senhor.
7)Uma espiritualidade bíblica nasce da pregação doutrinária e exposição da Palavra, que alimenta nosso espírito.
8) Uma espiritualidade bíblica nos leva a meditar e contemplar a vida futura.
Cf. Medita estas coisas, Richard Baxter, Clássicos Evangélicos.
Termino recomendando qualquer escrito de D.M. Loyde-Jones!!!!!!!!!!
Sábado, Março 04, 2006
Elizabeth Ralile de Moura (13/04/1958 - 02/03/2006): Uma serva de Deus!
Ontem foi uma experiência impar, fui ao sepultamento de uma pessoalmuito especial para mim:
Ok, eu sei que o blog é para estudos bíblicos e tal e que nínguem tem nada a ver com minha vida, se morreu alguém querido ou não, mas sinto no coração de postar uma breve biografia inspiradora e encorajadora dessa serva de Deus para edificação dos leitores.
Elizabeth Ralile de Moura, nasceu em 03 de Abril de 1958, filha de Noemia, tem mais 2 irmãs, Carmem e Inah. As 3 cresceram com minha mãe no bairro do Jardim Botânico. Carinhosamente chamada por mim de Dinda (foi minha madrinha de batismo no romanismo) ou Liz. A tinha como uma 2a mãe.
Sua formação era na área de turismo mais atuou com secretariado na empresa Pronil.
Era cristã e filha de pastor , ainda que só tenha conhecido o evangelho em idade adulta na Igreja Cristã Maranata na Tijuca, passando a congregar no bairro de Botafogo e depois implantando a congregação no bairro em Ipanema aonde liderava o grupo de senhoras e era professora de Bíblia dos jovens.
Há alguns anos (2004-05) teve câncer de mama e operando e fazendo a prevenção com quimioterapia ficou boa, mas apareceu uma série de tumores no cérebro depois de exames realizados ao final de 2005. Depois de idas e vindas ao internato de um hospital, foi internada de vez ao final de dezembro de 05 no Hospital São Sebastião no Lgo do Machado/Catete.
Faleceu em 02/03/2006 as 13:00 da tarde a aos 47 anos, deixando seu esposo Domingos de Moura (tio Mingo) e suas filhas Marcela (Lela) de 19 anos e Fernanda (Nanda) de 17.
O culto fúnebre foi realizado na Igreja Cristã Maranata de Botafogo, sendo um culto consolador e encorajador, aonde com louvor a Deus, agradecemos por Liz pertencer e deascansar junto ao Senhor. Sua filha Fernanda orou agradecendo por sua mãe ser um exemplo para família de dedicação a Deus e o testemunho da sociedade de senhoras foi especial demais quando disseram receber bilhetes da Liz apenas dizendo que a obra de Deus não podia parar e que em nenhum momento ela pedia oração, lamentava ou algo similar. Sua fé foi fundamental na hora da dor, eu mesmo testemunhei pessoalmente isso. O Pastor pregou em Hebreus 9:27 sobre os nomes dos santos na Bíblia e hoje e o nome no livro da vida.
No sepultamento fiz uma breve meditação em João 11:25 e 26 dizendo que Liz morreu mas vive e para quem crê em Cristo a morte não tem a ultima palavra.
Havia familiares, irmãos na fé, amigos e vizinhos. Todos admiravam a fidelidade e o testemunho dela, seu nome não consta nos manuais de história da igreja, mas consta no livro da vida e muito fez pela causa do Senhor, inclusive sendo uma das minhas mães na fé.
Sei que estarei com ela na eternidade vendo a glória do Senhor. Que Deus tem tudo seja louvado e glorificado.
Ok, eu sei que o blog é para estudos bíblicos e tal e que nínguem tem nada a ver com minha vida, se morreu alguém querido ou não, mas sinto no coração de postar uma breve biografia inspiradora e encorajadora dessa serva de Deus para edificação dos leitores.
Elizabeth Ralile de Moura, nasceu em 03 de Abril de 1958, filha de Noemia, tem mais 2 irmãs, Carmem e Inah. As 3 cresceram com minha mãe no bairro do Jardim Botânico. Carinhosamente chamada por mim de Dinda (foi minha madrinha de batismo no romanismo) ou Liz. A tinha como uma 2a mãe.
Sua formação era na área de turismo mais atuou com secretariado na empresa Pronil.
Era cristã e filha de pastor , ainda que só tenha conhecido o evangelho em idade adulta na Igreja Cristã Maranata na Tijuca, passando a congregar no bairro de Botafogo e depois implantando a congregação no bairro em Ipanema aonde liderava o grupo de senhoras e era professora de Bíblia dos jovens.
Há alguns anos (2004-05) teve câncer de mama e operando e fazendo a prevenção com quimioterapia ficou boa, mas apareceu uma série de tumores no cérebro depois de exames realizados ao final de 2005. Depois de idas e vindas ao internato de um hospital, foi internada de vez ao final de dezembro de 05 no Hospital São Sebastião no Lgo do Machado/Catete.
Faleceu em 02/03/2006 as 13:00 da tarde a aos 47 anos, deixando seu esposo Domingos de Moura (tio Mingo) e suas filhas Marcela (Lela) de 19 anos e Fernanda (Nanda) de 17.
O culto fúnebre foi realizado na Igreja Cristã Maranata de Botafogo, sendo um culto consolador e encorajador, aonde com louvor a Deus, agradecemos por Liz pertencer e deascansar junto ao Senhor. Sua filha Fernanda orou agradecendo por sua mãe ser um exemplo para família de dedicação a Deus e o testemunho da sociedade de senhoras foi especial demais quando disseram receber bilhetes da Liz apenas dizendo que a obra de Deus não podia parar e que em nenhum momento ela pedia oração, lamentava ou algo similar. Sua fé foi fundamental na hora da dor, eu mesmo testemunhei pessoalmente isso. O Pastor pregou em Hebreus 9:27 sobre os nomes dos santos na Bíblia e hoje e o nome no livro da vida.
No sepultamento fiz uma breve meditação em João 11:25 e 26 dizendo que Liz morreu mas vive e para quem crê em Cristo a morte não tem a ultima palavra.
Havia familiares, irmãos na fé, amigos e vizinhos. Todos admiravam a fidelidade e o testemunho dela, seu nome não consta nos manuais de história da igreja, mas consta no livro da vida e muito fez pela causa do Senhor, inclusive sendo uma das minhas mães na fé.
Sei que estarei com ela na eternidade vendo a glória do Senhor. Que Deus tem tudo seja louvado e glorificado.
Quinta-feira, Março 02, 2006
Torre de Babel 2: Ninguem se entende mais!
" Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel , porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela." Gênesis 11:9 ARA.
O texto em seu contexto (Gn: 1-9) é claro quanto a confusão na torre por causa da linguagem. Havia apenas uma linguagem na terra (vs 1), porém o povo partindo de um lugar para o outro (vs 2) desejou edificar uma torre, para chegar aos céus e celebrar tal nome (vs 4) , então veio o Senhor os ver e dizer que tinham uma unica linguagem (vs 5 e 6), então os homens confundiram sua línguagem e foram dispersados da edificação da cidade (vs 7 e 8).
Repito os versículos da postagem passada. É assim que um dos pastores da igreja de Cosme Velho se referiu ao tempo em que vivemos. Ele que foi nascido e criado na igreja (ao contrário de mim) disse que já se passou a época de conservadores vs liberais, tradicionais vs renovados. Parece que a coisa desgringolou de vez, diz ele.
Pensei que tivesse me livrado das telas quando abandonei o video-game com 11 anos por causa do karatê e basquetebol, mas há 7 anos descobri a internet, qual tenho como entretenimento até hoje. Por aqui participo das mais variadas modalidades como blog, msn e orkut passando momentos na frente do pc, depois do período do mirc e do icq.
Porém tenho visto, infelizmente atritos em um dos grupos cristãos que faço parte na internet, ataques pessoais e tudo mais. Acompanhei recentemente no orkut um debate entre a continuidade e descontinuidade entre João Calvino e os puritanos, vendo liberais lendo os elementos históricos não exegeticamente, mas segundo suas próprias tendencias, como a neo-ortodoxia de Barth e Brunner que leram os reformadores com suas próprias idéias e não a intenção dos reformadores em si. Vejo amigos distantes discutindo e brigando por questíunculas secundárias a fé cristã tentanto enfiar goela abaixo tudo aquilo em que crêem. Por outro lado vejo gente abrindo mão tão facíl de sua fidelidade as Escríturas Sagradas como inerrante , suficiente e autoridade de fé e prática para si e para a vida da igreja e ainda tem aqueles que acusam quem crê na inerrância das Escríturas de estar lendo a Bíblia com óculos ideólogico fundamentalista de direita norte-americano (Ahhhhh, isso merece um outro post depois), como se a Bíblia dependesse de território geografico para ser inerrante. Ela é inerrante na América, Europa, Asia, Africa e Ocêania (e se for pra Marte continuará sendo inerrante, risos).
Ai briga-se com liberais, neo-liberais que estão nos arraias da igreja sem crer no que ela crê, briga-se com quem se confessa conservador e crente mas tolera a heresia dentro da igreja em nome do amor (amor não sei de que?) e tem os conservadores que brigam e lutam com unhas e dentes por questões completamente secundárias e que é possível de conviver entre cristãos (opiniões sobre salmodia exclusiva, liturgia e culto, controle de natalidade, palmas e instrumentos músicais no culto, estilos musicais e etc......).
Aonde vamos parar? Com a velocidade dos meios de comunicação e de como as informações vão e chegam nos lugares, o mundo gira e o cenário cristão-evangélico não é diferente. Não se busca um consenso e coerência de fé nos debates. Realmente uma torre de Babel, nínguem se entende mais. Uma era pós-moderna, pós-denominacional, pós tudo, sei la. Ta difícil de entender, uma babel mesmo.
Já ouvi de alguns que meu blog tem uma cara muito religiosa, e concordo! Não só meu blog, mas também meu perfil no orkut é totalmente religioso, e as fotos do albúm são todas em meu exercício pastoral na PIB em Cosme Velho (parecendo um pastorzinho, como carinhosamente me chamam na igreja), exatamente para participar da internet e botar a cara a tapa, mas sem mostrar outros aspectos da minha identidade como ser humano, pois as pessoas invadem, atacam e não procuram se entender.
Ah, quem ver minhas comunidades no orkut, verá que gosto muito de comer, mas no blog é lugar para falar de Bíblia e não receitas culinárias.
Termino citando Richard Baxter: "No essencial, unidade, no não-essencial liberdade, em todas as coisas caridade".
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