Tenho escutado e lido em conversas informais e tópicos de discussão sobre a possibilidade ou não de um membro ou comungante de uma igreja batista aderir a fé reformada como expressão cristã e sistema confessado, ou seja, tenho sido questionado e vendo questionamentos se um batista pode de fato ser e ser chamado de reformado. Para se trabalhar com a pergunta é necessario definir os conceitos, ainda que de maneira introdutória e superficial:
O que é ser um batista? Entender os distintivos batistas expressos nas Sagradas Escríturas, como batismo por imersão de adultos, após profissão de fé pública e governo congregacionalista (presbiteral de acordo com a origem histórica dos batistas).
O que é ser reformado? Crer nos pilares da reforma (Sola Scriptura, Gratia, Fide, Solus Christus e Soli Deo Gloria - em port. somente as Escríturas, graça, fé, Cristo e a Deus toda glória) e ser calvinista é crer nas doutrinas da graça defendidas no sinodo de dort (1619) como sendo bíblicas. (Pode-se acrescentar a teologia pactual também)
Então qual contraste? Nenhum.
O questionamento é que os batistas não batizam crianças e em maioria (não todos) ficam com o batismo e ceia como memorial (posição de Zwinglio, que era reformado). Mas dizem por não crer em "todo sistema" não podem ser chamados de reformados ou calvinistas. Não ser chamado de calvinista no sentido strictu sensu (ipsis literis) ainda vai, porque lógico que os batistas tem discordância de pontos das Institutas como pedo-batismo e alguns pontos do governo de igreja. Mas vem cá, seria isso central no calvinsmo como sistema? Não seria a soberania de Deus, a revelação , a graça , a total depravação pontos centrais no calvinismo? Se um batista compactuar com essas crenças, não pode ser chamado de calvinista?
A reforma religiosa do séc XVI teve sua extensão na inglaterra, qual teve origem o movimento puritano que militava por uma igreja mais bíblica em seu culto e doutrina, distante dos rituais papistas, qual surgiram as igrejas presbiterianas, congregacionais e batistas, ou seja, a origem dos batistas (particulares, calvinistas na soteriologia) em 1639 se deu como continuidade do movimento separatista dentro da igreja da Inglaterra e não como continuidade da reforma radical como advogam alguns, fazendo com que questionamentos como o do titulo da postagem surja. Os batistas gerais nascidos em 1612 com John Smyth e Thomas Helwis foram extintos porque J. Smyth virou menonita levando parte de sua congregação, sendo o restante disperso. Então concluímos aqui a origem calvinista da igreja batista, podendo ser encontrada em literaturas de história dos batistas.
Homens de Deus na história da igreja como na modernidade defenderam os princípios da reforma veemente como John Gill, John Bunyan (peregrino) que aliás subentendi no livro do Lloyd-Jones (Os Puritanos: suas origens e seus sucessores, ed. Pes) que Bunyan acreditava na dispensação da graça na ceia e batismo dando carater sacramental aos mesmos, Charles Spurgeon (que diga-se de passagem foi um baita de um defensor da fé reformada, é só ler "O Spurgeon que foi esquecido" de Iain Murray, pr. assistente de Lloyd-Jones na capela de Westminster e prefaciado por um presbiteriano, Rev. Augustus, ed. Pes) que escreveu "Eleição" ed. Fiel e "Uma defesa de verdades chamadas calvinistas" ed. Pes, John Dagg, John Piper, Wayne Grudem, Albert Mohler, Tom Ascol, Mark Dever, Errol Hulse e tantos outros americanos e britânicos .....não podem ser chamados de reformados?
Aqui no Brasil, homens como Russell Shedd, Alan Myatt, Andrew King, Gilson Santos, Franklin Ferreira como tantos outros tem militado por uma fé bíblica entendendo os postulados da reforma como tal e buscando aplica-los em nosso contexto brasileiro, creio também serem reformados.
Hoje existem diversas igrejas batistas reformadas no estatuto em vários estados no Brasil e igrejas batistas convencionais que creem nas doutrinas da graça e no escopo reformado. Existe até uma organização de comunhão não-convencional para agrupar batistas convictos da fé reformada : CRBB - Comunhão Reformada Batista do Brasil e a anos a editora Fiel, dirigida por batistas reformados tem feito conferências anuais de jovens e também para pastores e líderes.
Concluo então entendendo que um batista pode ser reformado. Para maiores informações indico a leitura "Os batistas e a doutrina da eleição" Robert Selph , ed. Fiel. Tal autor será o preletor do 3o congresso da CRBB, mais info no link da tal aqui no blog.
Numa era pós-denominacional e uma ênfase mais no segmento teológico, oro a Deus para que dê forças aos batistas reformados sustentando sua militancia na fé dentro das instituições batistas e agradeço a comunhão que tenho com irmãos e irmãs em Cristo de persuasão reformada comungantes em outras denominações cuja convivência seja pessoal ou virtual muito tem me abençoado.
A Deus toda honra e toda glória para sempre!
O que é ser um batista? Entender os distintivos batistas expressos nas Sagradas Escríturas, como batismo por imersão de adultos, após profissão de fé pública e governo congregacionalista (presbiteral de acordo com a origem histórica dos batistas).
O que é ser reformado? Crer nos pilares da reforma (Sola Scriptura, Gratia, Fide, Solus Christus e Soli Deo Gloria - em port. somente as Escríturas, graça, fé, Cristo e a Deus toda glória) e ser calvinista é crer nas doutrinas da graça defendidas no sinodo de dort (1619) como sendo bíblicas. (Pode-se acrescentar a teologia pactual também)
Então qual contraste? Nenhum.
O questionamento é que os batistas não batizam crianças e em maioria (não todos) ficam com o batismo e ceia como memorial (posição de Zwinglio, que era reformado). Mas dizem por não crer em "todo sistema" não podem ser chamados de reformados ou calvinistas. Não ser chamado de calvinista no sentido strictu sensu (ipsis literis) ainda vai, porque lógico que os batistas tem discordância de pontos das Institutas como pedo-batismo e alguns pontos do governo de igreja. Mas vem cá, seria isso central no calvinsmo como sistema? Não seria a soberania de Deus, a revelação , a graça , a total depravação pontos centrais no calvinismo? Se um batista compactuar com essas crenças, não pode ser chamado de calvinista?
A reforma religiosa do séc XVI teve sua extensão na inglaterra, qual teve origem o movimento puritano que militava por uma igreja mais bíblica em seu culto e doutrina, distante dos rituais papistas, qual surgiram as igrejas presbiterianas, congregacionais e batistas, ou seja, a origem dos batistas (particulares, calvinistas na soteriologia) em 1639 se deu como continuidade do movimento separatista dentro da igreja da Inglaterra e não como continuidade da reforma radical como advogam alguns, fazendo com que questionamentos como o do titulo da postagem surja. Os batistas gerais nascidos em 1612 com John Smyth e Thomas Helwis foram extintos porque J. Smyth virou menonita levando parte de sua congregação, sendo o restante disperso. Então concluímos aqui a origem calvinista da igreja batista, podendo ser encontrada em literaturas de história dos batistas.
Homens de Deus na história da igreja como na modernidade defenderam os princípios da reforma veemente como John Gill, John Bunyan (peregrino) que aliás subentendi no livro do Lloyd-Jones (Os Puritanos: suas origens e seus sucessores, ed. Pes) que Bunyan acreditava na dispensação da graça na ceia e batismo dando carater sacramental aos mesmos, Charles Spurgeon (que diga-se de passagem foi um baita de um defensor da fé reformada, é só ler "O Spurgeon que foi esquecido" de Iain Murray, pr. assistente de Lloyd-Jones na capela de Westminster e prefaciado por um presbiteriano, Rev. Augustus, ed. Pes) que escreveu "Eleição" ed. Fiel e "Uma defesa de verdades chamadas calvinistas" ed. Pes, John Dagg, John Piper, Wayne Grudem, Albert Mohler, Tom Ascol, Mark Dever, Errol Hulse e tantos outros americanos e britânicos .....não podem ser chamados de reformados?
Aqui no Brasil, homens como Russell Shedd, Alan Myatt, Andrew King, Gilson Santos, Franklin Ferreira como tantos outros tem militado por uma fé bíblica entendendo os postulados da reforma como tal e buscando aplica-los em nosso contexto brasileiro, creio também serem reformados.
Hoje existem diversas igrejas batistas reformadas no estatuto em vários estados no Brasil e igrejas batistas convencionais que creem nas doutrinas da graça e no escopo reformado. Existe até uma organização de comunhão não-convencional para agrupar batistas convictos da fé reformada : CRBB - Comunhão Reformada Batista do Brasil e a anos a editora Fiel, dirigida por batistas reformados tem feito conferências anuais de jovens e também para pastores e líderes.
Concluo então entendendo que um batista pode ser reformado. Para maiores informações indico a leitura "Os batistas e a doutrina da eleição" Robert Selph , ed. Fiel. Tal autor será o preletor do 3o congresso da CRBB, mais info no link da tal aqui no blog.
Numa era pós-denominacional e uma ênfase mais no segmento teológico, oro a Deus para que dê forças aos batistas reformados sustentando sua militancia na fé dentro das instituições batistas e agradeço a comunhão que tenho com irmãos e irmãs em Cristo de persuasão reformada comungantes em outras denominações cuja convivência seja pessoal ou virtual muito tem me abençoado.
A Deus toda honra e toda glória para sempre!


27 comentários:
Ótimo post, Juan...
Acho tão engraçado qdo falo com algum irmão presbiteriano que sou reformado, calvinista, e vejo um tremendo olhar de espanto no rosto deles....hehehehe...
Apesar de vc só ter citado pastores brasileiros e ter comentado da Fiel, creio que qdo tratamos desta questão jamais podemos nos esquecer de citar nominalmente o Pr 'Ricardo' Denham, provavelmente o homem que mais tem contribuído para a propagação das doutrinas da graça no Brasil nos últimos 50 anos...
Maurício,
obrigado pela sua visita e comentário.
Aqui no RJ os presbiterianos ficam espantados por eu ser reformado tbm, mas é pq eles são liberais e o seminário tanto deles quanto o nosso tbm o é, rs!
Jóia, obrigado por ter citado o sr. Denham. Eu não citei só brasileiro não, tem 3 missionários nas citações, porém obrigado pelo acrécimo. Eu esqueci tbm de citar o Edson, Paulo e tantos outros, rs!!!!!
Abração!
É então acho que são reformados, mas não são calvinistas.
O que não diminui em nada. Só não são calvinistas porque não seguem a posição sacramental.
Muito bom o texto. Parabéns.
Pois é. Nem os batistas e nem alguns presbiterianos compreendem bem essa história.
De qualquer forma, é inegável, acredito, que os batistas tenham surgido do moviemento não-conformista inglês, movimento que era estritamente calvinista.
Agora, veja só. Existem duas marcas distintivas dos batistas: governo da igreja e batistmo. Nisso diferimos da teologia calviniana (teologia do próprio Calvino ;).
Agora, se isso é motivo para não nos considerarem calvinistas é outra história. Porque, pelo que sei, o grupo que afirma essa impossibilidade, contraria muito mais a teologia de Calvino do que os batistas.
Abraços.
Juan, eu acho que muitos dos neopentecas também pode se rotular como reformado, levando em conta os muitas perspectivas teológicas comuns...
Aqui em Curitiba, por exemplo, há algumas igrejas que, mais pentecas quando o assunto são os dons espirituais, no restante o que predomina é a teologia reformada pura e simples...
Abraço.
Ivonete,
discordo de você no que tange a definição do termo calvinista, como escrevi, ser calvinista é crer na soberania de Deus em todas as coisas como chave de leitura do texto bíblico e da realidade. Spurgeon escreveu um texto "uma defesa do calvinismo" ou uma defesa das verdades chamadas calvinistas" ed. pes. Os batistas podem ser chamados de calvinistas sim.
Nagel,
como sempre você vai no ponto, muitos do que contrariam chamar os batistas de calvinistas nem crêem na soberania de Deus e se crêem não vivem. Quanto aos puritanos não conformistas e separatistas, acho que dizer que não eram calvinistas é uma ofensa a história, aos fatos e desonestidade intelectual, mas tudo bem, a gente atura esses tipos ai!
Abração
Eliot,
a questão seria definir o que é reformado, mas particularmente não vejo problema em pentecostais clássicos serem reformados, porque estão, diríamos evoluindo em sua teologia (isso soou arrogante, mas deixa pra lá, rs), embora op pentecostal clássico tenha reverência ao lema sola scriptura da reforma, ex. conheço assembleianos que sabem muito, muito mesmo de Bíblia.
Agora neo-penteocostal já comprometeria por causa da hermenêutica completamente subjetiva da experiência cristã-religiosa e leitura do texto bíblico, além da teologia da prosperidade e outras aberrações.
Agora o que se tem é membro de igrejas neo-penteocstais, que só estão comungando por vínculo relacional, mas que já não mais professam a fé neo-penteocostal e sim a fé reformada.
Bem pós-moderno esses fenômenos, qual concordando ou não, é uma realidade e precisa-se de sensibilidade para trabalhar com isso.
Caros,
Acredito que quanto às doutrinas da fé, da eleição/predestinação e da glória de Deus, do necessário e importante papel da Bíblia Sagrada e do sacrifício de Jesus, nós os batistas e os reformados temos a mesma doutrina. Mas ser batista é ser diferente dos reformados. Os batistas não são reformados. São bíblicos. São paulinos. São neo-testamentários. Ser reformado é pertencer a uma época, a um período da fé na Europa, uma época de avivamento, mas de erros. Ser batista é estar submisso à Bíblia tão-somente, nada mais. É ler textos como a Confissão de Westminster, submetendo-a à Bíblia.
Os batistas são anteriores aos reformados. Ser batista é ter a mente de Cristo... os batistas são "o remanescente fiel".
A questão é "em que Calvino e os reformados concordam com os Batistas, não o contrário".
Marcelo Hagah
João Pessoa-PB
Caro Marcelo,
essa teoria de que os batistas são bíblicos, veio da teoria "jjj" jerusalém, joão batista e jordão alegando que ali começaram os batistas, teoria tal que foi divulgada no livro "rastro de sangue" de Carrol nos EUA seguida aqui no Brasil por J. Reis Pereira em "História dos Batistas no Brasil" ed. juerp, qual tenho imensa discordância por entender que os batistas nasceram entre 1612 e 1639 com os batistas gerais e particulares.
Não tenho dúvida da nossa tentativa de ser bíblico, porém não temos a verdade e questão de governo de igreja , eu tenho uma tendência mais presbiteral e sinodal do que propriamente congregacional (na verdade entendo da maneira de Wayne Grudem, a igreja dirigida por uma pluralidade de presbíteros na igreja local) e questões de batismo e ceia tenho minhas crises quanto a memorial e sacramental e não diria que irmãos presbiterianos e reformados estão errados não.
Quanto a origem batista ela é históricamente puritana e separatista, tendo influência reformada , porém, tipologicamente sendo uma igreja de missão (como metodista por ex. ou congregacional).
Obrigado pela visita,
abração.
Continuo acreditando que os Batistas não podem ser definidos como Refomados e muito menos como calvinistas.
Não existe uma teologia do Pacto para os batistas, se cressem na teologia do PActo entenderiam que Deus soberanamente não pode deixar seu povo fora da Aliança, isso inclui as crianças. Para as confissões reformadas, todas elas, deixar de batizar os filhos é ir contra uma ordença de Deus.
Olá Carlos,
meus argumentos já estão postados, vejo de um prisma diferente, junto com Spurgeon e cia ltda citada.
Obrigado pela visita!
Olá Juan,
Sou batista, neste lado do Atlântico, em Portugal. E sempre me considerei um herdeiro da Reforma. No entanto, conforme fui aprofundando o conhecimento histórico da nossa denominação, percebi que outras pessoas e movimentos contribuíram de forma importante para chegarmos onde chegámos. Falo dos puritanos separatistas, directamente, e dos anabatistas, indirectamente (uma questão controversa...).
Não tenho dúvida que a nossa teologia é reformada (basta comparar com a católica romana ou ortodoxa). Mas não é reformada por causa de Lutero ou Calvino, é reformada por causa da Bíblia. Por exemplo, creio na predestinação, mas isso não me leva a assinar por baixo o batismo infantil ou o conceito de sacramento de Calvino. Ou seja, aplico I Tessalonissenses 5:21. Da mesma forma posso aproveitar algumas coisas de Agostinho sem cair no erro católico romano.
Por estas razões concordo em parte com o Carlos. Ainda há pouco li a história dos primeiros batistas americanos e como eles sofreram às mãos do puritanos (que, ironicamente, fugiam da repressão religiosa em Inglaterra). E eram perseguidos porquê? Sobretudo porque se recusavam a batizar os filhos. Mas, mesmo presos e destituídos de todos os cargos que ocupavam, eles mantiveram-se firmes. E veja o resultado: coisas hoje pacificas como a liberdade religiosa e a separação entre Estado e Igreja nasceram dessa luta batista. É caso para dizer: ainda bem que os batistas não se contentaram com a Reforma.
Pedro
Amado Pedro,
gostei muito do seu comentário e visita ao blog, obrigado e me sinto honrado em ter um irmão da mesma fé e ordem conosco, ainda mais da Portugal.
Concordo com quase tudo que o irmão escreveu, porém me reservo a influência indireta do movimento anabatista, gostaria que , se possível você explicasse melhor essa "influência indireta" para que eu possa comentar sem errar na interpretação de sua escrita. Entendo ser conscidência o batismo por imersão de adultos e a separação entre igreja e estado entre os batistas não é tão radical quanto ao movimento da reforma radical pela visão reformada de cristianismo e cultura.
Abraços e que Deus abençoe o irmão, vou orar por missões em Portugal (meu prof. de Exposição Bíblica foi missionário por ai anos, Pr. Dinê Lota).
Posso estar equivocado... Mas creio que a concepção batista à qual se referem aqueles que duvidam do caráter reformado dos batistas repousa sobre uma idéia geral, que pelo menos eu vejo, de que os batistas são individualistas e subjetivistas. Isto é, crêem na salvação "da alma" como o fundamental para todo homem, e que todo o resto da redenção deve estar fundado nesse único ponto. A Reforma, por outro lado, vê a salvação da alma como um aspecto da redenção, e não como o seu ponto fulcral. Posso estar generalizando... mas acho que seria isso... outra hora volto para conversar-mos mais...
Sola Gratia
Caro Juan,
O mundo é mesmo um lugar pequeno! Não conheci o Pastor Dinê Lota pessoalmente, apenas me lembro de ouvir falar dele, mas os meus pais conheceram-no bem.
Quanto aos anabatistas. Parece seguro afirmar que eles não tiveram uma relação directa com os primeiros batistas. No entanto, vários historiadores colocam a possibilidade de uma influência indirecta. Isto por duas razões. Primeira, porque muitos separatistas ingleses do século XVII fugiram para os Países Baixos, onde os anabatistas eram relativamente numerosos. Alguns desses separatistas voltaram depois para Inglaterra ou fugiram para a América. Depois, porque as próprias doutrinas anabatistas conquistaram alguns adeptos em Inglaterra. Podemos chegar às doutrinas da separação entre o Estado e a Igreja e do batismo por imersão dos crentes através da leitura da Bíblia. Mas se houver alguém que levante a questão o processo pode ser acelerado. Provavelmente foi isso que aconteceu.
Um abraço
Pedro
Xoyo,
acho que a dúvida é em relação a pontos tidos como secundários como governo de igreja e batismo.
A questão da individualidade e subjetividade é um legado que vem desde Charles Finney digamos e é bem explorada pela pós-modernidade.
Obrigado pela visita e contribuição.
Pedro,
que bom que seus pais conheceram pr. Dinê, ele é uma benção como professor de pregação aonde estudo. Hum....realmente esse dado é novo para mim, mas ainda sim discordo dos historiadores que vem os batistas como continuidade dos anabatistas. Eu fico com aqueles que trazem os batistas como neto de presbiterianos e filhos de congregacionais no movimento separatista.
Mas obrigado pelo esclarecimento e novas informações para mim,
Deus abençoe vocês,
abração!
A Deus toda a honra, toda a glória, todo o louvor para sempre.
Aqui tem muita coisa boa para se aprender! Quanto mais aprendo menos sei.
Abraços
Olá Marlene,
obrigado pela visita. Belo blog!
Deus te abençoe!
fico feliz irmão em saber que existem batistas que como os presbiterianos e demais reformados propagam a fé reformada. A fé não é dos presbiterianos somente, mas de todos os santos e devemos defende-la. Jd 3
Soli Deo gloria
Jefferson Medeiros
Igreja Presbiteriana Fundamentalista em São José do Egito - PE
Concordo com vc amado,
obg pela visita, volte sempre!
Juan,
PIB Cosme Velho
Olá, gostei do comentário. Meus avós maternos eram presbiteriano, o que me leva a admirá-los. Mas sou batista por convicção,e também pastor batista. Não gosto do exagero sobre Calvino. Afinal, não foi Calvino quem morreu na cruz. Assistindo a um programa televiso, um pastor presbeteriano disse que Paulo era calvinista. Pode!? Abraço. Pr. Eli Rocha
Amado Pastor e colega Eli,
obrigado pela visita e comentário, seja sempre bem vindo.
Karl Barth disse uma frase interessante sobre Calvino que tomo como máxima para minha peregrinação cristã: "O verdadeiro discipulo de Calvino não segue o mesmo , mas sim aquele quem Calvino seguia" , ou seja , o próprio Senhor Jesus Cristo.
Volte sempre,
abração!
É verdade, não foi Calvino como também nenhum outro que morreu na cruz pelos eleitos, Cristo e somente ELe é o mediador dos eleitos de Deus, e Com toda certeza Calvino e os demais reformadores, como os demais cristãos sabem disso. Por isso um dos solas da reforma é Solus Christus, somente Cristo. Acredito que quando se fala de Calvino, é no intuito de se observar a fidelidade desse homem de Deus. Não podemos ignorar a importância de Calvino para o cristianismo, haja a vista, ter sido ele um reformador que lutou pela fé verdadeira a ponto de ficar conhecido na história como o exegeta da reforma. O termo calvinismo não foi usado por Calvino mas foi como ficou conhecido na história o sistema teológico que nada mais é do que a doutrina biblica sistematizada pelo reformador de Genebra dado a sua grande importância para o mundo ocidental moderno e principalmente para a Igreja Cristã. Aqueles que se apegam a Calvino e não ao seus ensinamentos com certeza não só erram, mas cometem idolatria e isso é inadmissível, inclusive pelo próprio Calvino e pelos verdadeiros calvinistas. A honra é toda e exclusiva do nosso Deus. O Deus de Calvino e de todos os verdadeiros cristãos.
Quanto ao comentário do pr. presbiteriano que disse que Paulo era calvinista, acredito eu, que estava se referindo ao corpo de doutrinas defendidas pelo apóstolo Paulo, nesse sentido é verdade que paulo como também Cristo e demais apóstolos eram "calvinistas", porém sabemos que no sentido do termo histórico, é absurdo afirmar tal coisa pois todos sabemos que a existência de Calvino é muito posterior a de Cristo e apostólos.
Soli Deo gloria
Jefferson Medeiros
Igreja Presbiteriana Fundamentalista em são José do Egito - PE
Jefferson,
excelente exposição histórica, brigadão mesmo!!!!!!!!!!!!
Quanto a Paulo ser calvinista, diria como D.M. Loyde-Jones, somos "paulinistas" na verdade, rsrsrs. Essa citação está no seu livro sobre os puritanos da ed. Pes comentando sobre o risco da "biolatria"!!!!
Deus te abençoe e brigado pela contribuição, ;)
Cara, mto ótimo saber q há irmãos batistas calvinistas...qto àqueles q tratam a fé reformada como algo exclusive ao passado apenas, que estamos em novos tempos, que a teologia reformada não aplica aos dias atuais...alguns, até nos olham "meio de lado", falo-lhes que um dos pilares de nossa denominação batista é o da liberdade de consciência: podemos ser, por exemplo, batistas calvinistas ou batistas arminianos e, no entanto, possuirmos uma ótima convivência, e até, pertencermos a uma mesma congregação.
Abção
A igreja Batista e formada pela liberdade de consciência, temos todas as tendências possíveis, Calvinistas,Arminianos,fundamentalistas,conservadores,liberais,ecumênicos, basta navegar pelos dirversos sites batista de todo o mundo para ver.
Lamento verdadeiramente que as igrejas batista em sua maioria têm-se norteado por princípios e razões que contrariam e afrontam a soberania de DEUS, haja vista, que sem a necessidade de recorrer a grandes batistas do passado. john bunnyan, 0badiah holmes, john smith, spurgeon etc. que nos mostraram um caminho seguro de fé prática com suas vidas.(notório seus feitos né) Restrigindo as críticas descabidas dos arminianos que o ensino da doutrina da eleição ao invés de levar coerência a fé e esforços objetivos de comunicar o evangelho ao mundo. leva sim, (erroneamente) segundo eles a uma fé conformista e pouco ativa..Irmãos os pseudos batistas arminianos,corromperam este importante ensino, que é a própria base da ordo salutes a saber: eleição, chamada, redenção, conversão, justificação, adoção,santificação, morte e glorificação..sem essa base, como alguém pode crêr ou permanecer crendo se não for uma obra divina. com que parâmetros iremos confrontar a quantidade de ações (boas obras) uma vez que se eu cri porque desejei crêr e não foi uma obra soberana de nosso DEUS, constitui-se automaticamente que eu fui mais sagaz ou perspicaz que outros semelhantes e tive o bom senso de escolher a CRISTO.(isto é claramente o ensino de salvação por obra), se assim os chamados batista arminianos existem, refuto toda essa linha herege e blasfema, que macula a obra realizada de CRISTO, e com esses pseudo-irmãos arrogantes (quiçá, muitos até salvos, porém cegos e auto-justificadores de si), não quero relação e os considero articuladores e sócios de satanáz
na implantação dessa nefasta doutrina que permeia e corroe, todo o sistema batista..vivem eles numa caverna suja, escura e sem saida. Pois recusam a se humilharem diante do próprio DEUS e SENHOR JESUS, e roubam para si a honra que foi outorgada por DEUS PAI, antes da fundação do mundo.(ladrões).
A Graça e a Paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, para todos!
Gostei bastante dessa discussão sobre ser Batista e Calvinista ao mesmo tempo!
Eu particularmente, tenho apenas 6 anos de Conversão a Jesus Cristo, atualmente tenho 30 anos de idade, sou casado, tenho um casal de filhos lindos, tal qual a mãe deles, Jesus me impulsionou, através do Espírito Santo, a congregar numa Igreja Batista filiada a Convenção Batista Brasileira.
Sou Líder do Departamento de Evangelismo e Missões e professor da EBD, mas acima de tudo sou crente em nosso Senhor Jesus Cristo, creio na Graça Irrestível, creio na Eleição Incondicional, portanto sou visto por alguns irmãos da Igreja como Calvinista, porque concordo com essas posições de Calvino.
Como Batista defendo e acredito nos Princípios Fundamentais dos Batistas, tais como:O Batismo de adultos, precedido de Profissão de Fé pública, em Assembléia Regular; Batismo por Imersão; Ceia como Memorial e etc.
Mas não posso deixar de crer também na Soberania de Deus, na Doutrina da Graça de Deus, na Doutrina da Eleição de Deus!
Quando começei a estudar um pouco mais de Bíblia e de Teologia, passei a descobrir muitas verdades que não sabia anteriormente, hoje acredito que somos salvos apenas pela Graça de Deus, e que a Fé em Cristo Jesus, vem em consequência para nós Eleitos que somos regenerados através da Graça Salvadora e Redentora de Jesus!
Começei a ler autores, tais como: Spurgeon, Sproul, Baxter, Tom Ascol, e meditar mais e mais na Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus!
Um abraço para todos, e gostaria de outras vezes poder participar desse blog, e dessas discussões tão pertinentes nos dias atuais!
Que Deus abençoe a todos, em nome de Jesus!
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